Quando as coisas funcionam… e param de funcionar – Uma tomada de consciência!
Vai dizer, nós mal lembramos das coisas quando estão funcionando! Você pega seu carro/uber/ônibus tão roboticamente, apenas querendo chegar ao destino, que até esquece o que eles são: coisas, engrenagens, peças. Dificilmente você navega em seu Instagram pensando: “obrigado Senhor, por hoje meu celular funcionar!” Mas… quando essas coisas estragam… é lamúria para todos os lados! Porque, enfim, surge um fio de consciência – da peça do motor, da peça do celular… – e lembramos:
as coisas param de funcionar!
Semelhante, é nossa sociedade. Nada mais rotineiro do que criticá-la. Mas, por incrível que pareça, ela funciona! Só que, enquanto ela opera, não lembramos das engrenagens que trabalham, fazendo-a dar certo: – do motorista que acorda às 4h da manhã e te recebe na parada de ônibus às 7h; dos que recolhem o lixo, daqueles que medicam, dos que educam. São bilhões os exemplos. E são frutos do sentido de servir e buscar o sustento de si e da família.
Infelizmente, o problema é de mau costume:
muito criticamos a sociedade pela política e pouco agradecemos à ela pelo cotidiano.
E quando a sociedade emperra e dá nos trancos? Aí surgem textos como esse, lembrando o verdadeiro milagre dessa cooperação mútua da sociedade!
A Quaresma nos alerta:
Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar” (Gn 3,19)
Afinal, de passagem aqui na terra, precisamos constantemente nos lembrar:
as coisas funcionam… e param de funcionar; respiramos e deixamos de respirar!
Feliz é a pessoa que acorda para essa tomada de consciência da vida, instalando-se na realidade. Todo dia é propício, para aquele que lembra de agradecer, enquanto as coisas funcionam; porque saberá bem se despedir delas quando, porventura, pararem de funcionar.
Texto de Henrique Flores.
Texto recuperado do arquivo histórico do Hub Católico (publicado originalmente em 3 de abril de 2020). Importação fiel ao original.