Como o Amor quer ser amado?
Assisti no youtube um vídeo: crianças descrevendo como elas imaginavam que Deus era, e um ilustrador O desenhava conforme elas narravam as características. Isso ensejou em mim indagações. A primeira, evidentemente, é como imagino Deus.
Um idoso de barbas e cabelos brancos e longos. Um sorriso doce e gentil. Clássico. Mas a minha Elisinha interior assoprou:
“Ele se parece comigo. Acho que cada um que olha para Deus vê seus traços n’Ele, porque somos seus filhos”.
Justo.
A outra indagação é o próprio título. Ele já nos demonstrou seu modo de amar: inesgotável. Capaz de tudo. Totalmente abnegado. Absoluto. Assim,
como nós deveríamos amá-Lo?
E a minha criança interior respondeu: cada um deveria amar Deus à sua maneira. Simples assim. Somos pequenas crianças e precisamos aprender a amar.
Senti em meu coração uma grande paz esses dias. Não havia razão específica para isso: é Graça. Puramente Graça. Naquele momento, compreendi meu modo de amar Deus. Não sou doutora da Igreja, não tenho visões, meu sofrimento é pequeno, minhas orações são muito simples. Como posso amar Deus como os grandes santos O amam?
Eu não sou a tempestade de amor. Eu sou a garoa,
que garante a vida das plantas, sem nem percebermos. Meu modo de amar Deus é singelo: (tento) ser boa, gentil, ouvir caridosamente e sorrir para a vida. Assim sou com Deus: silenciosa, mas cuidando, pacientemente, de meu jardim interior, porque sei que Ele ama ser amado assim por mim. É importante esse movimento de introspecção: como manifesto meu amor pelo Amor?
Esse é meu modo de amar Deus. Qual o seu?
Texto recuperado do arquivo histórico do Hub Católico (publicado originalmente em 6 de março de 2020). Importação fiel ao original.