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Santidade

NÃO VOU ESCOLHER BARRABÁS

Não vou escolher Barrabás.

O tríduo pascal dá muitos frutos pra vida espiritual, né? Meditar sobre o sacrifício de Jesus é fonte inesgotável de reflexão.

Acontece que, num momento de oração, eu pensei: tenho certeza que, em meio a multidão que gritava “Crucifica-o”, alguém deve ter tentando gritar o contrário: “O SALVEM!”

Certamente vários ali já haviam sido tocados por Jesus em algum momento da sua vida pública. Mas a gente sabe: ser tocado não é suficiente pra mudar de vida e assumir a sua cruz.

alguém deve ter tentando gritar o contrário: “O SALVEM!”

E, diante da Cruz de verdade, mesmo aqueles que já haviam vivido a experiência de Deus escolheram Barrabás. Mas não todos. Nunca todos.

Sempre existem aqueles defensores, mesmo que sua defesa se torne silêncio. E deve ser por isso que não os ouvimos nos relatos: suas poucas vozes não tiveram força diante da multidão, mas eu tenho certeza que eles mantiveram sua convicção na divindade de Jesus até o final.

E pensei: eu quero ser como estas (supostas) pessoas. Eu quero continuar convicta mesmo que todo mundo mande crucificar o Senhor. Eu quero gritar por Jesus e pela Igreja mesmo que ninguém me ouça.

mas eu tenho certeza que eles mantiveram sua convicção na divindade de Jesus até o final.

Tu foste até o fim por mim. Me decido: vou até o fim por Ti, Senhor.

LS
Liandra Santana
Colunista do Hub Católico

Texto recuperado do arquivo histórico do Hub Católico (publicado originalmente em 28 de abril de 2020). Importação fiel ao original.