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Espiritualidade

O GRANDE DESCONHECIDO

“Cultiva o trato com o Espírito Santo – o Grande Desconhecido -, que é quem te há de santificar. Não te esqueças de que és templo de Deus. – O Paráclito está no centro da tua alma: escuta-O e segue docilmente as suas inspirações.”

Caminho, 57

São Josemaría Escrivá dá início ao segundo capítulo de sua mais famosa obra escrita, chamada “Caminho”, nos exortando sobre o trato com o Grande Desconhecido. Ao dar esta característica ao Espirito Santo, vemos a referência à uma grande obra de Antonio Royo Marin, padre dominicano e
grande teólogo, que leva este mesmo nome. Quando vemos esta característica dada ao Espírito Santo: “o Grande Desconhecido”, entendemos que na realidade que vivemos hoje pouco se fala do Espírito Santo, né? Muitas vezes O esquecemos ou apenas não O notamos, mas estamos errados. O Grande Desconhecido é realmente desconhecido pelo ser humano, podemos ter muitas dúvidas e questões em relação a isso, mas tenha a certeza de que o Espírito Santo age em tua vida de muitas formas que o cego olhar humano desconhece.

Ao dar esta característica ao Espirito Santo, vemos a referência à uma grande obra de Antonio Royo Marin, padre dominicano e
grande teólogo, que leva este mesmo nome. Quando vemos esta característica dada ao Espírito Santo: “o Grande Desconhecido”, entendemos que na realidade que vivemos hoje pouco se fala do Espírito Santo, né? Muitas vezes O esquecemos ou apenas não O notamos, mas estamos errados. O Grande Desconhecido é realmente desconhecido pelo ser humano, podemos ter muitas dúvidas e questões em relação a
isso, mas tenha a certeza de que o Espírito Santo age em tua vida de muitas formas que o cego olhar humano desconhece.

Este ponto de “Caminho” nos deixa claro que o Espírito Santo é aquele que dá vida, que vivifica a nossa alma, que há de nos santificar!

Devemos cuidar do trato que temos com o Paráclito e buscar também uma maior intimidade com essa relação na nossa vida interior. Para isto, retornamos a certeza de que somos templo de Deus, no mais profundo do nosso centro está o Cristo, o Espírito Santo está no mais íntimo do nosso interior, e ao obter determinada consciência aprenderemos a escutar e perceber o sopro do Espírito Santo em nossas vidas, este sopro missionário que Jesus deu aos apóstolo para terem força em suas missões.
Isto é Pentecostes! É a manifestação do Cristo, que venceu a morte, que em um sopro de missão e de vida nos deixou responsáveis pela missão apostólica da Santa Igreja, sempre conduzidos pela força do Espírito Santo que conduz e dá sentido a toda essa ação.

Que possamos nos fazer dóceis a este Espírito Santo, ser dócil é ser simples, se fazer humilde e ouvinte a este sopro de vida e de chamado a santidade. Dentro do nosso íntimo e na nossa vida interior, faça-se ouvinte e escuta-O! Assim, verás quão agradáveis são tuas obras ao olhar do Pai e entenderás a ação do Espírito Santo em tua vida todos os dias.

“A tradição cristã resumiu num só conceito a atitude que devemos adotar perante o Espírito Santo:

docilidade. Temos que ser sensíveis àquilo que o Espírito divino promove à nossa volta e em nós mesmos: aos carismas que distribui, aos movimentos e instituições que suscita, aos efeitos e decisões que nos faz nascer no coração. O Espírito Santo realiza no mundo as obras de Deus: como diz o hino litúrgico, Ele é dador de graças, luz dos corações, hóspede da alma, descanso no trabalho, consolo no pranto. Sem a sua ajuda, nada há no homem que seja inocente e valioso, pois é Ele quem lava o que está manchado, cura o que está enfermo, aquece o que está frio, reconduz o
extraviado e encaminha os homens até o porto da salvação e da felicidade eterna.” Cristo que passa, 130.

Ele quem lava o que está manchado, cura o que está enfermo, aquece o que está frio, reconduz o extraviado e encaminha os homens até o porto da salvação e da felicidade eterna.” Cristo que passa, 130.

LB
Lucas Berté
Colunista do Hub Católico

Texto recuperado do arquivo histórico do Hub Católico (publicado originalmente em 21 de janeiro de 2020). Importação fiel ao original.