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Beato Isidoro Bakanja

Também conhecido como Isidore Bakanja, Isidoro Bakandja

Identificação

Beato Isidoro Bakanja (c. 1885–1909) foi um leigo congolês, catequista informal e mártir, açoitado até a morte por manter publicamente o escapulário de Nossa Senhora do Carmo e por ensinar o catecismo aos colegas de trabalho numa companhia colonial de exploração de borracha no Congo Belga. O Martirológio Romano o comemora em 15 de agosto, seu dies natalis — dia da Assunção de Nossa Senhora.

Vida

Isidoro Bakanja nasceu por volta de 1885 em Bokendela, no então Estado Livre do Congo, da tribo boangi. Deixou a aldeia natal para trabalhar como pedreiro e, depois, como empregado de uma companhia belga de exploração de borracha na região de Ikili. Ali foi catequizado por missionários trapistas, batizado em 6 de maio de 1906 e crismado em 25 de novembro do mesmo ano. Passou a usar publicamente o escapulário de Nossa Senhora do Carmo e a ensinar o catecismo a outros operários — o que o diretor da companhia, de sobrenome Van Cauter, hostil à fé cristã, via como ameaça ao seu controle sobre os trabalhadores. Por recusar-se a tirar o escapulário, sofreu violentas flagelações com um chicote de couro guarnecido de pregos, que lhe deixaram feridas incuráveis; um inspetor o encontrou depois “com as costas escavadas por chagas purulentas e fétidas, cobertas de imundície, atacadas por moscas”. Definhou por meses e, exortado a perdoar o algoz, respondeu: “Quando eu estiver no Céu, rezarei muito por ele.” Morreu em 15 de agosto de 1909, dia da Assunção, com o rosário nas mãos, aos cerca de 24 anos. João Paulo II o beatificou em 24 de abril de 1994.

Elogio do Martirológio

Na cidade de Wendo, próximo de Busira, na atual República Democrática do Congo, o Beato Isidoro Bakanja, mártir, que, iniciado na fé cristã ainda jovem, a cultivou com diligência e dela deu valoroso testemunho no seu trabalho; por isso, em ódio à religião cristã, foi atormentado com contínuas flagelações pelo diretor da companhia colonial onde trabalhava e, poucos meses depois, perdoando ao seu perseguidor, entregou o espírito a Deus. — Martirológio Romano, 15 de agosto

Fontes

  • Martirológio Romano 2004 (Editrice Vaticana) — entrada de 08-15, ordem 12, comemoração com marcador (elogio PT/IT/LA em ../por-data/08-agosto/15).
  • Dicastério das Causas dos Santos (causesanti.va) — biografia oficial: nascimento c. 1887/1885 em Bokendela, tribo boangi, catequese pelos trapistas de Westmalle, batismo 1906, duas flagelações pelo diretor da plantação, agonia de meses, frase de perdão, beatificação por João Paulo II em 24-04-1994.
  • Ordem do Carmo (ocarm.org) — biografia: batismo 06-05-1906, crisma 25-11-1906, administrador Van Cauter em Ikili, flagelação em 02-02-1909 por recusar remover o escapulário do Carmo, morte em 15-08-1909.
  • Wikipedia (verbete “Isidore Bakanja”) — dados complementares sobre a punição do administrador Van Cauter (condenado em 1910) e o contexto colonial; usado apenas como cruzamento, não como fonte primária.
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