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Santa Kinga

Também conhecido como Kinga da Polônia, Cunegundes da Hungria, Kunegunda, Bem-Aventurada Cunegunda (Rohrbacher, antes da canonização de 1999)

Identificação

Santa Kinga, ou Cunegundes (1234–1292), foi princesa da Hungria, duquesa (depois rainha) da Polônia e, viúva, fundadora e religiosa do mosteiro das clarissas de Stary Sącz (Sandeck), perto de Tarnów. Padroeira da Polônia e da Lituânia, o Martirológio Romano a comemora em 24 de julho, seu dies natalis.

Vida

Segundo Rohrbacher, Kinga era filha de Béla IV, rei da Hungria, e sobrinha de Santa Isabel da Hungria (da Turíngia). Ainda criança, foi dada em esposa a Boleslau V, duque e depois rei da Polônia — chamado o Púdico —, e o casal, por mútuo acordo, viveu o matrimônio em perfeita continência, sem nunca o consumar. Terciária de São Francisco, fundou em Sandeck um mosteiro de clarissas. Viúva com a morte de Boleslau em 1279, foi solicitada a assumir as rédeas do governo do ducado e recusou, recolhendo-se ao mosteiro que fundara. Ali viveu treze anos, servindo humildemente na cozinha, na enfermaria e como varredoura de todo o convento, até ser eleita abadessa por sua doçura e simplicidade. Faleceu em 1292, em grande paz. O papa Alexandre VIII aprovou-lhe o culto em 1690; um decreto da Sagrada Congregação dos Ritos de 1715, confirmado por Clemente XI, fê-la padroeira da Polônia e do Grão-Ducado da Lituânia. Já no século XX, o papa João Paulo II — ele mesmo polonês — a canonizou em 1999.

Elogio do Martirológio

Em Stary Sącz, perto de Tarnów, na Polônia, Santa Kinga ou Cunegundes, filha do rei da Hungria e dada em esposa ao príncipe Boleslau, que com ele conviveu em perfeita virgindade e, após a morte do esposo, professou a Regra de Santa Clara no mosteiro por ela fundado. — Martirológio Romano, 24 de julho

Fontes

  • Martirológio Romano 2004 (Editrice Vaticana) — dia 24-07, entrada 13 (elogio PT; sem ano de morte na entrada).
  • Rohrbacher, Vidas dos Santos, vol. 13 PG 298–PG 299 (“Bem-Aventurada Cunegunda” — biografia: sobrinha de Santa Isabel da Hungria, filha de Béla IV, casamento em continência com Boleslau V, viuvez, fundação do mosteiro de clarissas em Sandeck, morte em 1292, beatificação por Alexandre VIII em 1690, patronato da Polônia e da Lituânia por decreto de 1715 confirmado por Clemente XI).
  • Rohrbacher, vol. 10, p. 385 — menção lateral na vida da Beata Iolanda, irmã de Kinga (confirma a viuvez por volta de 1279 e o retiro de ambas ao mosteiro de clarissas de Sandeck).
  • Canonização por João Paulo II em 1999: fato histórico amplamente atestado (cerimônia em Stary Sącz, Polônia), posterior a Rohrbacher (obra do século XIX) — não coberto pela fonte primária acima.
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