Santa Léoba
Também conhecido como Santa Lioba, Santa Léoba de Bischofsheim, Santa Léoba de Tauberbischofsheim
Identificação
Santa Léoba — assim registrada no Martirológio Romano 2004 (também grafada Lioba em fontes de língua portuguesa, como a tradução de Rohrbacher) —, virgem, religiosa beneditina inglesa, abadessa do mosteiro de Tauberbischofsheim, na Germânia, e colaboradora próxima de São Bonifácio, de quem era parente. O índice oficial do Martirológio Romano a registra: “Léoba, Mogúncia, 28 Set., 12 (c. 782)”.
Vida
Santa Léoba nasceu na Inglaterra; seu nome, do antigo alemão, significa “Amada de Deus” (em grego, Filoteia). Desde a adolescência foi consagrada a Deus e formada no mosteiro de Wimborne (Winburn), sob a direção da abadessa Tetta. Dedicava-se aos trabalhos manuais e, sobretudo, à leitura — iniciada desde a infância na gramática, na poética e nas demais artes liberais, tornou-se ao mesmo tempo santa e sábia, lendo com atenção os livros do Antigo e do Novo Testamento e gravando-lhes as máximas na memória, junto com os escritos dos Padres da Igreja e os decretos dos concílios.
São Bonifácio, seu parente, que já se servira de São Sturmi na formação de monges na Germânia, pediu que ela viesse ajudá-lo na formação das religiosas daquela terra. Ao chegar, foi colocada à frente do mosteiro construído em Bischofsheim (Tauberbischofsheim), de onde saíram, sob sua direção, abadessas para vários outros mosteiros da região. Segundo o relato preservado por Rohrbacher, Santa Léoba dava exemplo de todas as virtudes: praticava a hospitalidade lavando pessoalmente os pés dos hóspedes e servindo-os à mesa, ainda que permanecesse em jejum; discreta e humilde apesar de ser a primeira em autoridade, cultura e virtude, considerava-se a última de todas. Conta-se que libertou pela oração, diante do povo reunido em procissão, uma mulher possuída pelo demônio, o que provocou grande alegria entre as religiosas e ação de graças entre o povo.
Antes de partir para a última missão na Frísia, onde encontraria o martírio, São Bonifácio chamou Santa Léoba a si para dar-lhe os últimos conselhos, exortando-a a nunca abrandar as austeridades e a jamais regressar à sua pátria de origem; recomendou-a a São Lulo, seu discípulo e sucessor na sé de Mogúncia, e aos monges de Fulda, pedindo que, após a morte dela, fosse sepultada junto ao seu próprio túmulo, para juntos esperarem a ressurreição. Como penhor de afeto, deu-lhe o cordão que lhe servia de cinto. Santa Léoba foi estimada por príncipes e reis, particularmente por Carlos Magno; a rainha Hildegarda, sua esposa, tratava-a como a uma irmã e a chamava sempre que podia. No último encontro entre as duas, a rainha beijou-a mais afetuosamente do que de costume, na testa e nos olhos, despedindo-se dela.
Faleceu pouco tempo depois, no mosteiro de Schornsheim, perto de Mogúncia, em 28 de setembro, sendo sepultada — conforme o desejo de São Bonifácio — junto ao seu túmulo, no mosteiro de Fulda.
Elogio do Martirológio
Perto de Mogúncia, na Renânia da Austrásia, atualmente na Alemanha, Santa Léoba, virgem, que, chamada da Inglaterra para a Germânia por São Bonifácio, seu parente, foi nomeada abadessa do mosteiro de Tauberbischoffsheim, onde conduziu as servas de Deus pelo caminho da perfeição com a palavra e o exemplo.
Fontes
- Martirológio Romano 2004 (Editrice Vaticana), 28 de setembro — elogio oficial (pt: liturgia.pt; it/la: PDF MR2004), conforme registrado em ../por-data/09-setembro/28.
- Índice alfabético do Martirológio Romano 2004: “Léoba, Mogúncia, 28 Set., 12 (c. 782)”.
- Rohrbacher, Vidas dos Santos, vol. 10, PG 107–PG 110 (“Santa Lioba, Abadessa”) — biografia detalhada, incluindo a formação em Wimborne, a atuação em Bischofsheim, o milagre da libertação e a morte; e vol. 3, PG 407 (menção junto às demais religiosas inglesas trazidas por São Bonifácio à Germânia).
Backlinks
- Dia litúrgico: ../por-data/09-setembro/28
- Fonte: ../_fontes/martirologio-romano-2004

