Beata Margarida Pole

Também conhecido como Margarida Pole 8.ª Condessa de Salisbury, Condessa de Salisbury

Identificação

Beata Margarida Pole (Margaret Pole, 1473–1541), condessa de Salisbúria, mãe de família e mártir. Última representante da casa real dos Plantageneta, sobrinha dos reis Eduardo IV e Ricardo III, foi mãe do cardeal Reginald (Reinaldo) Pole. No reinado de Henrique VIII, depois de ter censurado o divórcio do rei e a ruptura com Roma, foi presa e decapitada na Torre de Londres. A Igreja celebra sua memória em 28 de maio.

Elogio (Martirológio Romano 2004)

Em Londres, na Inglaterra, a Beata Margarida Pole, mãe de família e mártir, que, sendo condessa de Salisbúria e mãe do cardeal Reinaldo, no reinado de Henrique VIII, cujo divórcio ela censurara, foi decapitada no cárcere da Torre de Londres.

Vida

Última Plantageneta

Margarida nasceu em 14 de agosto de 1473, no castelo de Farleigh Hungerford, em Somerset. Era filha de Jorge Plantageneta, duque de Clarence, e de Isabel Neville — neta, portanto, de Ricardo Neville, conde de Warwick, o célebre «Fazedor de Reis», e sobrinha dos reis Eduardo IV e Ricardo III da Inglaterra. Por seu sangue real, viria a ser tida como o último grande nome vivo da dinastia Plantageneta, o que pesaria contra ela nos anos finais.

Esposa, mãe e condessa de Salisbury

Por arranjo de Henrique VII, casou-se em 1494 com Sir Ricardo Pole, de quem teve cinco filhos: Henrique Pole, barão Montagu; Artur; Úrsula; Godofredo; e, sobretudo, Reginald (Reinaldo) Pole, futuro cardeal e último arcebispo católico da Cantuária. Em 1512, recebeu por direito próprio (suo iure) o título de condessa de Salisbury. Mulher de grande prestígio na corte, foi dama de companhia de Catarina de Aragão, madrinha da princesa Maria (futura Maria I) e sua preceptora.

A censura ao divórcio e a queda

Quando Henrique VIII buscou anular o casamento com Catarina de Aragão e rompeu com a Sé de Roma, a família Pole alinhou-se à fidelidade católica. O filho cardeal Reginald Pole, de fora da Inglaterra, atacou abertamente a pretensão do rei (no escrito De Unitate, de 1536), negando-lhe a supremacia sobre a Igreja. A própria condessa censurou o divórcio do soberano. Implicada na chamada Conspiração de Exeter, foi presa em 1538, condenada por attainder em 1539 — perdendo títulos e bens — e mantida por cerca de dois anos e meio na Torre de Londres.

O martírio (1541)

Em 27 de maio de 1541, com 67 anos, foi conduzida à execução dentro da própria Torre. Segundo os relatos, a decapitação foi conduzida por um carrasco inexperiente e se deu de modo brutal, exigindo vários golpes de machado. Sepultada na Capela Real de São Pedro ad Vincula, na Torre de Londres, foi contada desde então entre os mártires da fé católica perseguidos sob Henrique VIII. O Papa Leão XIII a beatificou em 29 de dezembro de 1886, no grupo dos mártires da Reforma na Inglaterra — por isso é venerada como Beata.

Referências

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