Nossa Senhora das Mercês
N.Sra. das Mercês
Também conhecido como Nossa Senhora da Mercê, Nossa Senhora da Graça
Identificação
Nossa Senhora das Mercês não é a memória de uma pessoa canonizada, mas uma observância litúrgica mariana — memória facultativa (ranking II), comemorada em 24 de setembro, sob cujo título foi fundada, no século XIII, a Ordem de Nossa Senhora da Graça (Ordem dos Mercedários), dedicada ao resgate de cativos cristãos.
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pronome: Santoenome_canonico: Santo Nossa Senhora das Mercês— categoricamente incorreto. Nossa Senhora não recebe pronome de santo/beato pessoal (“Santo”/”Santa”), e nunca é tratada como “Maria” sozinha. Corrigido aqui paraestado: observancia-liturgica, sem pronome de pessoa, seguindo o mesmo padrão já adotado em outra observância mariana enriquecida do vault (nome-de-maria.md, Santíssimo Nome de Maria).
História da Observância
Segundo Rohrbacher, a origem da Ordem dos Mercedários — dedicada à libertação dos cristãos cativos dos muçulmanos — funda-se numa vontade da própria Nossa Senhora, que, no século XIII, apareceu a São Pedro Nolasco, a São Raimundo de Penhaforte e ao rei de Aragão, sugerindo-lhes a criação daquela ordem. Consultado o padre espiritual São Raimundo de Penhaforte, este confirmou ter recebido a mesma visão; o próprio rei de Aragão relatou ter tido, na mesma noite, idêntica revelação — e ofereceu-se para apoiar o empreendimento junto ao bispo de Barcelona.
A instituição solene deu-se no dia de São Lourenço, 10 de agosto de 1223: o rei, acompanhado da corte e dos magistrados de Barcelona, dirigiu-se à catedral de Santa Cruz de Jerusalém, onde o bispo Berengário oficiou pontificalmente. São Raimundo de Penhaforte declarou publicamente que Deus revelara, ao rei, a Pedro Nolasco e a ele próprio, a vontade de instituir a Ordem de Nossa Senhora da Graça para a redenção dos cativos. Recebido o hábito das mãos do bispo, São Pedro Nolasco entregou-o, como fundador principal, a treze cavaleiros e sacerdotes, que professaram, além dos votos de pobreza, castidade e obediência, um quarto voto próprio da Ordem: o de empenharem a própria pessoa e permanecerem em cativeiro, se necessário, para resgatar os cativos.
A festa de Nossa Senhora das Mercês, comemorada no mesmo dia da apresentação de Rohrbacher (24 de setembro), foi estendida à Igreja universal em 1696. O próprio elogio do Martirológio Romano liga a festa à data de 10 de agosto — a mesma da instituição solene da Ordem, e também a data em que se comemora a Aparição de Nossa Senhora que lhe deu origem.
Elogio do Martirológio
Comemoração da Bem-aventurada Virgem Maria dita das Mercês, Fundadora, sob este nome, da Ordem para a redenção dos cativos. Sua Aparição é comemorada em dez de agosto. — Martirológio Romano, 24 de setembro (tradução do elogio em italiano do dia litúrgico do vault — o campo
elogio_ptda entrada constava vazio na fonte primária acessível)
Fontes
- Martirológio Romano 2004 (Editrice Vaticana) — dia 09-24, ordem 1, festa universal (memória facultativa, ranking II), elogio IT/LA (via
por-data/09-setembro/24.md). - Rohrbacher, Vidas dos Santos, vol. 16, comemoração de 24 de setembro — “a festa da Bem-aventurada Virgem Maria, dita das Mercês, ordem que Ela mesma instituiu, sob êste nome, para o resgate de cativos” — narrativa da aparição a São Pedro Nolasco, São Raimundo de Penhaforte e ao rei de Aragão, e da instituição solene em 10 de agosto de 1223.
- Rohrbacher, Vidas dos Santos, vol. 2 — “SÃO PEDRO DE NOLASCO” — relato completo e paralelo da fundação da Ordem.
Backlinks
- Dia litúrgico: ../por-data/09-setembro/24
- São Pedro Nolasco: pedro-nolasco
- Fonte: ../_fontes/martirologio-romano-2004
