Hub Católico Todo Santo Dia · Roteiro
Todo Santo Dia

Santa Isabel de Portugal

4 de julho 18 santos no dia Martirológio do dia →
Parte A · narrativa
Gancho

Já idosa e doente, uma rainha cavalga sozinha entre dois exércitos prontos pra se matar — e o pior é que de um lado está o filho dela, e do outro, o neto. Ela morre nessa viagem. Morre fazendo as pazes.

▸ vinheta · 3s
Abertura

Eu tô aqui todo santo dia pra gente descobrir juntos todos os santos do dia. Eu sou o Thiago Lacerda, aqui do Hub Católico, e esse é o Todo Santo Dia do dia 4 de julho, dia de Santa Isabel de Portugal — a Rainha Santa, como Portugal a chama até hoje.

E olha que coincidência boa pra nós, brasileiros, de língua portuguesa: a santa que a gente vai conhecer hoje foi rainha de Portugal. Não uma rainha de lenda, não uma figura distante de história de livro — uma mulher de carne e osso que usou o trono pra desarmar guerra e pra cuidar de pobre, e que largou a coroa pra terminar a vida de hábito franciscano. Vem comigo.

Contexto

Pensa na Península Ibérica no fim do século XIII. Não é um país só, são vários reinos cristãos — Portugal, Castela, Aragão — todos amarrados uns aos outros por casamento e, ao mesmo tempo, todos vivendo numa tensão permanente de fronteira, de herança, de quem manda em quê. Casava-se príncipe com princesa justamente pra costurar paz entre coroas, tá? O casamento era diplomacia.

E é exatamente nesse tabuleiro que nasce a nossa santa, por volta de 1271, lá na Coroa de Aragão. Ela é filha do rei, e ganha o nome em homenagem a uma tia-avó que também é santa, Santa Isabel da Hungria — guardem esse parentesco, que ele explica uma confusão famosa lá na frente. Com pouco mais de dez anos, a pequena Santa Isabel é casada com Dom Dinis, o rei de Portugal, aquele que ficou conhecido como o Rei Lavrador, o rei poeta, que mandava plantar pinhal e fundou a primeira universidade portuguesa. Ela vira rainha de Portugal ainda menina.

A história

E aqui começa a santidade dela, que não é uma santidade de claustro, é uma santidade de palácio. Santa Isabel é rainha, tem poder, tem dinheiro, tem corte — e usa tudo isso pra quem não tem nada. Ela funda hospital, funda abrigo, funda uma casa pra recolher criança enjeitada, criança abandonada. E não é caridade de longe, de mandar a esmola pela janela. A tradição da vida dela guarda a imagem de uma rainha que cuidava de doente com as próprias mãos, que se aproximava do leproso, daquele que todo mundo evitava. Caridade com a mão suja, meus amigos. Esse é o primeiro retrato de Santa Isabel.

E aqui entra a lenda mais famosa ligada ao nome dela, e eu preciso ser honesto com vocês sobre o que ela é. Conta a tradição — a piedade popular guarda essa história — que a rainha levava pão escondido na saia pra dar aos pobres, contra a vontade do rei; e que, flagrada por Dom Dinis, ao abrir o manto, o pão tinha virado rosas. É a lenda das rosas. É linda, mas vejam bem: é tradição piedosa, não é fato histórico. E tem um detalhe que vale guardar — essa lenda nasceu antes, ligada justamente àquela tia-avó dela, Santa Isabel da Hungria, e migrou pra rainha portuguesa por causa do nome igual e do parentesco. Então a gente conta com carinho, mas conta como o que é: devoção, não crônica.

Bom, o que é documentado, o que é histórico de verdade, é ainda mais impressionante. Porque a marca de Santa Isabel não é a rosa — é a paz. E não a paz como sentimento bonito, a paz como ato, como coragem física. O casamento dela com Dom Dinis não foi fácil; ela carregou com paciência as traições do marido. Mas a posição dela — aragonesa de nascimento, rainha de Portugal, mãe do herdeiro, parente dos reis de Castela — fazia dela a pessoa perfeita pra arbitrar briga entre coroas. E ela fez isso de corpo presente.

Quando o marido, Dom Dinis, e o filho, o infante Afonso, romperam e levaram seus exércitos um contra o outro, ameaçando uma guerra civil, foi Santa Isabel quem se meteu no meio. Literalmente. A rainha cavalgou e se pôs entre as duas hostes armadas, pai de um lado, filho do outro, e impediu o sangue. Reis que iam se enfrentar foram reconciliados por uma mulher que entrou desarmada no campo. Esse é o coração da história dela.

Aí então vem o fim, e o fim é de uma coerência que dá arrepio. Dom Dinis morre em 1325. E aqui a vida de Santa Isabel vira de novo: viúva, ela peregrina a pé até Santiago de Compostela, despojada da pompa de rainha, e abraça a vida franciscana. Professa como terciária de São Francisco e se recolhe junto ao mosteiro de Santa Clara, em Coimbra, que ela mesma tinha fundado. A rainha troca a coroa pelo hábito. A santidade dela floresce justamente na segunda metade da vida.

Mas o ofício de pacificadora não a largou. Em 1336, já velha, ela soube que o filho, agora rei Afonso IV, estava em rota de colisão com o rei de Castela. E ela fez de novo o que sempre fez: levantou-se, atravessou o reino, foi até Estremoz pôr-se no meio da briga pra reconciliar os dois. Cumpriu a missão. Fez a paz. E ali mesmo, em Estremoz, a febre a derrubou, e ela partiu deste mundo no dia 4 de julho de 1336. Santa Isabel morreu literalmente dentro da obra que define a vida dela. Foi sepultada, como pediu, no seu mosteiro de Santa Clara, em Coimbra, de onde é padroeira. O culto foi confirmado por Leão X, e o Papa Urbano VIII a canonizou em 1625.

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Uma rainha que tinha todo o poder do mundo, e que escolheu gastar esse poder não pra vencer ninguém, mas pra desarmar. E eu fico pensando na gente, que muitas vezes não tem reino nenhum, mas tem orgulho de sobra — e que diante de uma briga em casa, no trabalho, na família, prefere ter razão a fazer a paz. Quando foi a última vez que tu entrou no meio de um conflito não pra ganhar, mas pra reconciliar? Me conta nos comentários.

E já deixa o teu like, a tua inscrição aqui no Hub Católico, que isso ajuda demais esse conteúdo a chegar mais longe. A casa do Todo Santo Dia agora é aqui no Hub — todo dia de manhã tem esse vídeo aqui pra vocês. Se tu quiser ir além e estudar a fundo a vida desses santos, dá uma olhada no nosso Martirológio, o único 100% atualizado que eu conheço — o link tá aqui, e a gente conversa sobre isso lá no fim.

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E ó, antes de eu disparar a lista: hoje é um dia cheião, e eu vou passar voando por cada um. Se algum desses santos te pegar e tu quiser saber mais, a gente tem o Martirológio inteiro no site, com a ficha de cada um deles pra tu ler com calma — aponta a câmera nesse QR aí, tá tudo lá no dia de hoje.

tela TELA — card Martirológio + QR → https://hubcatolico.com/martirologio/07-04

Agora vem comigo pra lista, que o dia de hoje é cheio.

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Parte B · os demais santos do dia

Segura comigo a ordem do nosso martirológio, o mesmo que tu encontra lá no hubcatolico.com/martirologio:

  1. 2

    São Jucundiano, mártir

    No norte da África, na faixa romana que ia do atual Marrocos à Tunísia, terra que deu mártir a rodo no tempo das perseguições imperiais. As fontes são escassas: o Martirológio só guarda o nome e a coroa do martírio, sinal de uma memória antiquíssima preservada pela Igreja africana.

  2. 3

    São Laureano, mártir †séc. III/IV

    Em Vatan, no território de Bourges, na Aquitânia, hoje centro da França. Outro mártir dos primeiros séculos da Gália romana, quando ser católico ainda podia custar a vida sob os éditos imperiais. Memória curta, mas firme no cânon da Igreja.

  3. 4

    São Florêncio, bispo †início do séc. V

    Em Cahors, também na Aquitânia francesa, na virada do Império Romano do Ocidente pro mundo dos reinos bárbaros. O que o torna especial é o testemunho de quem o conheceu: São Paulino de Nola, grande bispo e poeta cristão, o louva como humilde de coração, forte na graça de Deus e suave na palavra.

  4. 5

    São Valentim, presbítero e eremita †séc. V

    Em Langres, na Aquitânia, na mesma época de transição do fim de Roma. Sacerdote que escolheu a vida eremítica, o recolhimento e a penitência, num tempo em que o deserto interior virava a grande escola de santidade na Igreja do Ocidente.

  5. 6

    Santa Berta, abadessa †c. 725

    Em Blangy, no território de Arras, na atual França, em pleno reino dos francos merovíngios. Fundou um mosteiro e nele entrou junto com as próprias filhas, Gertrudes e Deotila; anos depois, foi ainda mais longe na radicalidade — deixou o governo e se fechou como reclusa numa pequena cela, só ela e Deus.

  6. 7

    Santo André de Creta, bispo de Gortina †740

    Em Erissos, na ilha de Lesbos, na Grécia bizantina. É um dos grandes hineógrafos do Oriente cristão: compôs orações, hinos e cânticos de tamanha beleza que entraram na liturgia, exaltando a Deus e a Virgem Mãe de Deus. Quem reza o Oriente reza, em parte, com as palavras dele.

  7. 8

    Santo Uldarico, ou Ulrico, bispo †973

    Em Augsburgo, na Baviera, atual Alemanha, no coração do Sacro Império. Foi um bispo de fôlego longo: governou a diocese por cinquenta anos e morreu nonagenário, célebre pela abstinência, pela generosidade e pela assiduidade às vigílias. Um pastor que envelheceu santo no posto.

  8. 9

    Beato Bonifácio, bispo †1270

    No mosteiro de Hautecombe, junto ao lago Bourget, na Savóia, hoje França. De linhagem régia, podia ter vivido de privilégio — mas entrou na Cartuxa, foi chamado a ser bispo de Belley e terminou arcebispo de Cantuária, na Inglaterra, sempre com grande zelo pelo seu rebanho.

  9. 10

    Beatos João, dito Cornélio, Tomás Bosgrave, João Carey e Patrício Salmon, mártires †1594

    Em Dorchester, na Inglaterra de Isabel I, no auge da perseguição aos católicos depois do cisma anglicano. São quatro: o sacerdote João, dito Cornélio, recém-admitido na Companhia de Jesus, e três leigos que o ajudaram. Morreram todos juntos, no mesmo dia, dando glória a Cristo.

  10. 11

    Beatos Guilherme Andleby, Henrique Abbot, Tomás Warcop e Eduardo Fulthorp, mártires †1597

    Em York, na mesma Inglaterra e na mesma perseguição. São quatro mártires: o presbítero Guilherme Andleby e três leigos — Henrique Abbot, Tomás Warcop e Eduardo Fulthorp. Condenados à morte por fidelidade à Igreja, subiram juntos ao patíbulo e alcançaram juntos a recompensa eterna.

  11. 12

    Beato Pedro Kibe Kasui, presbítero da Companhia de Jesus, e 187 companheiros, mártires †1639

    No Japão, no século XVII, durante a brutal perseguição que tentou arrancar a fé católica do país. O Beato Pedro Kibe foi um jesuíta japonês que peregrinou até Roma e voltou pra morrer com o seu povo; com ele, cento e oitenta e sete companheiros mártires.

  12. 13

    Santo António Daniel, presbítero da Companhia de Jesus e mártir †1648

    Entre os Hurões, no território do Canadá, um dos mártires jesuítas da América do Norte. Acabava de celebrar a Missa quando o ataque chegou; pôs-se à porta do oratório pra proteger os recém-convertidos, foi trespassado pelas flechas e lançado na fogueira. Morreu fazendo escudo do próprio corpo pelos seus fiéis.

  13. 14

    Beata Catarina Jarrige, virgem, terciária dominicana †1836

    Em Mauriac, junto ao monte Cantal, na França, no tempo da Revolução Francesa. Terciária de São Domingos, ilustre no auxílio aos pobres e enfermos, ela fez algo perigosíssimo na hora certa: defendeu de todos os modos os sacerdotes perseguidos pela Revolução e os visitava no cárcere, arriscando a própria vida.

  14. 15

    São Cesídio Giacomantónio, presbítero franciscano e mártir †1900

    Em Hengzhou, na província de Hunan, China, durante a perseguição dos Boxers. Quando a multidão atacou, ele tentou proteger o Santíssimo Sacramento das mãos da turba — foi apedrejado, envolto num lençol embebido em petróleo e queimado vivo. Morreu defendendo a Eucaristia.

  15. 16

    São Pier Giorgio Frassati, leigo †1925

    Em Turim, na Itália, no começo do século XX. Um jovem leigo comum — estudante, alpinista, cheio de alegria — que militava nas associações católicas e se gastava inteiro na caridade aos pobres e enfermos, até morrer cedo, de uma paralisia fulminante. Canonizado em 2025, é hoje um dos grandes modelos de santidade da juventude. É também memória facultativa do dia.

  16. 17

    Beato José Kowalski, mártir †1942

    No campo de concentração de Auschwitz, perto de Cracóvia, na Polônia, sob a ocupação nazista. Sacerdote salesiano, foi preso por causa da fé em Cristo e, submetido a torturas atrozes, consumou o martírio. É um dos 108 mártires poloneses da Segunda Guerra.

  17. 18

    Beata Maria Crucificada, no século Rosa Cúrcio, virgem e fundadora †1957

    Em Santa Marinella, perto de Roma, no século XX. Fundou a Congregação das Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus, levando o carisma do Carmelo pra missão e pra caridade.

  18. 19

    Beato João de Vespigniano †séc. XIII/XIV

    Em Florença, na Toscana, Itália, no fim da Idade Média. As fontes são escassas: o Martirológio guarda quase só o nome e o lugar, sinal de um culto local antigo que a Igreja preservou ao longo dos séculos.

Encerramento

Esse foi o nosso 4 de julho. Se algum desses santos te tocou, ou se tu conhece alguém que precisa ouvir a história de uma rainha que morreu fazendo as pazes — manda esse vídeo pra essa pessoa. Conteúdo só chega longe quando vocês passam pra frente.

E se tu puder ajudar de outro jeito: tem como ser colaborador mensal ou fazer uma colaboração pontual por Pix, com qualquer valor — o QR Code e a chave estão aqui na tela e na descrição. Isso sustenta de verdade a produção diária do Todo Santo Dia e de tudo que tá nascendo no Hub Católico.

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E olha, já que a gente passou o vídeo inteiro com uma rainha que largou a coroa pra viver de hábito, sob uma regra de vida — deixa eu te mostrar uma coisa que eu visto com orgulho. A nossa marca de roupa, a Selo, lançou a primeira coleção dela, que chama REGRA. E nasceu exatamente disso: pra quem quer viver a fé com método, sob uma regra de vida, no meio do trabalho e da família — sem se trancar num mosteiro, mas também sem se esconder. Acabou de ganhar moletom, que ficou lindo. Não é roupa de evento, é pra usar no dia a dia. Aponta a câmera nesse QR aqui, ó — vistaselo.com.br. Vai lá ver.

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E o mais importante: reza por mim, reza pela minha família e reza por todos esses projetos, pra que a gente leve a vida dos santos pra cada vez mais gente. Não esquece de se inscrever aqui no Hub. Te espero amanhã pra mais um Todo Santo Dia. Tchau!

Metadados (YouTube)
Títulos (3 opções)
1. A rainha que morreu fazendo as pazes | Todo Santo Dia | Os santos do dia 4 de julho
2. Santa Isabel cavalgou sozinha entre dois exércitos | Todo Santo Dia | Os santos do dia 4 de julho
3. Trocou a coroa pelo hábito de Santa Clara | Todo Santo Dia | Os santos do dia 4 de julho

> Título escolhido: opção 1 ("A rainha que morreu fazendo as pazes…").

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Thumbnail
Obra de arte sugerida: imaginária barroca portuguesa da Rainha Santa Isabel (referência: imagem da padroeira de Coimbra, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova / Sé Nova de Coimbra). Atributos visuais para compor: coroa dourada (na cabeça ou deposta aos pés, sinal de renúncia), hábito franciscano cinza-marrom da Ordem Terceira, rosas no regaço/manto, e ao fundo (sutil) bordão e concha de peregrino (alusão a Compostela).
Alternativa: pintura barroca ibérica de "santa rainha coroada com rosas" (escola portuguesa/espanhola do séc. XVII), meio-corpo, rosto sereno. Se não houver reprodução em domínio público de qualidade, indicar ilustração temática a criar pelo thumbnail-designer com base em "rainha de coroa dourada e hábito franciscano com rosas no colo".

Texto para a thumb (2 opções):
- A RAINHA SANTA
- COROA E ROSAS

Composição: Santa Isabel ocupando o terço esquerdo/centro (meio-corpo, coroa dourada e rosas evidentes — atributos que entregam o gancho). Rosto do Thiago no canto inferior direito, menor, sobre o degradê laranja Patrono. Texto em caixa alta no terço superior direito ou margem direita, Basic Sans Bold, alto contraste sobre o degradê — sem cobrir coroa nem rosas.

Paleta: marrom/cinza franciscano + dourado da coroa + rosa/vermelho das rosas + branco.

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Descrição do YouTube
No Todo Santo Dia de hoje, o Patrono apresenta Santa Isabel de Portugal — a Rainha Santa Isabel, padroeira da paz e da cidade de Coimbra — e todos os santos do dia 4 de julho registrados no Martirológio Romano. Rainha consorte de Portugal, terciária franciscana e pacificadora, Santa Isabel é a santa que morreu fazendo as pazes: partiu deste mundo em Estremoz, em 1336, no próprio ato de reconciliar reis em guerra.

Hoje, 4 de julho de 2026, celebramos a memória de Santa Isabel de Portugal (†1336) — rainha, esposa de Dom Dinis, mãe de reis e religiosa da Ordem Terceira de Santa Clara — e de muitos outros santos e beatos que a Igreja nos apresenta no Martirológio Romano. Da coroa ao hábito franciscano de Coimbra, sua vida une poder, caridade aos pobres e leprosos e a pacificação corajosa entre coroas. (A piedade popular guarda ainda a célebre lenda das rosas — tradição querida do povo, que a hagiografia situa originalmente em sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria.)

📜 Santos e beatos de 4 de julho:

• Santa Isabel de Portugal (†1336) — rainha de Portugal e terciária franciscana; admirável pela intervenção conciliadora entre reis em conflito e pela caridade aos pobres. Fundou o mosteiro de Santa Clara-a-Velha em Coimbra e morreu em Estremoz buscando reconciliar o filho e o neto.
• São Jucundiano — mártir na África Setentrional.
• São Laureano (séc. III/IV) — mártir em Vatan, no território de Bourges, na Aquitânia (atual França).
• São Florêncio (séc. V) — bispo de Cahors, louvado por São Paulino de Nola como humilde de coração, forte na graça divina e suave na palavra.
• São Valentim (séc. V) — presbítero e eremita em Langres, na Aquitânia.
• Santa Berta (†c.725) — abadessa em Blangy; fundou o mosteiro onde entrou com as filhas Gertrudes e Deotila e, depois, viveu como reclusa.
• Santo André de Creta (†740) — bispo de Gortina, célebre por seus hinos e cânticos que exaltaram a Virgem Mãe de Deus.
• Santo Uldarico (ou Ulrico) (†973) — bispo de Augsburgo, ilustre pela abstinência e pelas vigílias; morreu nonagenário após cinquenta anos de episcopado.
• Beato Bonifácio (†1270) — bispo de linhagem régia, da Cartuxa à sé de Belley e à de Cantuária; sepultado em Hautecombe, na Savóia.
• Beatos João (Cornélio), Tomás Bosgrave, João Carey e Patrício Salmon (†1594) — mártires em Dorchester, na Inglaterra, sob Isabel I.
• Beatos Guilherme Andleby, Henrique Abbot, Tomás Warcop e Eduardo Fulthorp (†1597) — mártires em York, na mesma perseguição, fiéis à Igreja até o patíbulo.
• Beato Pedro Kibe Kasui (†1639) — presbítero da Companhia de Jesus e mártir no Japão, com cento e oitenta e sete companheiros.
• Santo António Daniel (†1648) — presbítero jesuíta e mártir entre os Hurões, no Canadá; trespassado por flechas ao proteger os neófitos após a Missa.
• Beata Catarina Jarrige (†1836) — virgem da Ordem Terceira de São Domingos em Mauriac; durante a Revolução Francesa, escondeu e defendeu os sacerdotes perseguidos.
• São Cesídio Giacomantónio (†1900) — presbítero franciscano e mártir na China, queimado ao proteger o Santíssimo Sacramento na perseguição dos Boxers.
• São Pier Giorgio Frassati (†1925) — jovem leigo de Turim, militante da caridade e da ação social católica; canonizado em 2025, modelo da juventude que vive a fé com alegria.
• Beato José Kowalski (†1942) — mártir salesiano em Auschwitz; encarcerado por causa de Cristo e morto sob torturas.
• Beata Maria Crucificada (Rosa Cúrcio) (†1957) — virgem e fundadora das Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus, em Santa Marinella.
• Beato João de Vespigniano (séc. XIII/XIV) — venerado em Florença, na Toscana.

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Roteiro gerado pela equipe Roteiros-TSD · Hub Católico · fonte: Martirológio (Martyrologium21)