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Todo Santo Dia

São Roque

16 de agosto 20 santos no dia Martirológio do dia →
Parte A · narrativa
Gancho

Ele passou anos cuidando de pestilentos por toda a Itália — e morreu preso como espião, sozinho numa cela, sem que a própria família soubesse quem ele era.

▸ vinheta · 3s
Abertura

Eu tô aqui todo santo dia pra gente descobrir juntos todos os santos do dia. Eu sou o Thiago Lacerda, e esse é o Todo Santo Dia do dia 16 de agosto.

E o nosso destaque de hoje tem uma particularidade curiosa: apesar de ser um dos santos mais populares e mais pintados de toda a cristandade, São Roque nunca passou por um processo formal de canonização. Foi o povo que reconheceu a santidade dele primeiro — Roma só confirmou depois, séculos mais tarde.

Contexto

Se tu mora perto do interior de São Paulo, ou já ouviu falar da cidade de São Roque, tu já cruzou de relance com essa devoção. Toda a segunda quinzena de agosto, a cidade que leva o nome do santo enche de romeiros pras Festas de Agosto, que terminam justamente hoje, dia 16, com procissão pelas ruas. É um dos padroados populares mais fortes do Brasil inteiro — santo invocado contra pestes, contra epidemias. E depois do que a gente viveu global entre 2020 e 2022, com quarentena, isolamento, medo do contágio, essa história ganha um peso que ela não tinha pra muita gente da nossa geração.

Porque a vida de São Roque é, basicamente, a vida de um homem que decide entrar dentro da peste, em vez de fugir dela. A tradição situa o nascimento dele em Montpellier, no sul da França, e a vida inteira dele se passa dentro do século XIV — o século que viu a Peste Negra dizimar a Europa. As datas exatas, confesso pra vocês, variam de fonte pra fonte, e a primeira biografia escrita de São Roque só foi composta cento e cinquenta anos depois da morte tradicional dele, então tem elemento ali que é reconstrução tardia, não documento contemporâneo — inclusive existe pesquisa acadêmica recente questionando até que ponto o peregrino que a gente conhece na iconografia é exatamente como a tradição tardia contou. Mas o núcleo da história — a peregrinação, o cuidado com os pestilentos, o próprio contágio — é tradição consolidada há mais de quinhentos anos, celebrada oficialmente pela Igreja inteira, e é isso que a gente vai seguir contando.

A história

São Roque nasceu filho do governador de Montpellier. Ficou órfão de pai e mãe ainda jovem, por volta dos vinte anos, e fez uma coisa que pouca gente com herança e posição social faz: distribuiu tudo que tinha entre os pobres, entregou o governo da cidade pra um tio, e partiu a pé rumo a Roma, disfarçado de peregrino mendicante. Sem fortuna, sem status, só o bordão e o manto.

E a Itália que São Roque atravessa, naquele momento, está em plena epidemia de peste. Em Acquapendente, a primeira cidade assolada que ele encontra no caminho, ele não passa direto. Para e cuida dos doentes — lava feridas, reza junto de moribundos, enterra quem já não resiste. E repete esse gesto cidade atrás de cidade — Cesena, Rimini, Novara, a própria Roma, Mântua, Módena, Piacenza. Em cada lugar, a mesma cena se repete: as famílias trancam as portas e fogem pro campo por medo do contágio, os doentes ficam largados nas ruas e nos hospitais improvisados, e esse peregrino estranho, com o manto e o chapéu de concha dos romeiros, entra justamente onde todo mundo estava saindo.

Foi em Piacenza que a peste alcançou o próprio São Roque. Em vez de continuar entre as pessoas, ele se retira sozinho pra uma cabana no meio da floresta, pra não contagiar mais ninguém. A tradição — e aqui já entramos no território da lenda popular, não do relato documentado — conta que um cão de um nobre da região passou a levar pão pra ele todo dia, escondido, e que foi seguindo esse cão que o dono acabou encontrando o peregrino escondido e o socorreu.

Curado, São Roque decide voltar pra casa, pra Montpellier. Mas ninguém o reconhece. Anos de estrada, de fome e de doença mudam um rosto — ele chega maltrapilho, magro, irreconhecível, na mesma cidade onde a família dele ainda governa. Ele é confundido com um espião disfarçado de peregrino e é preso — em algumas versões da tradição, por ordem do próprio tio que tinha ficado no governo da cidade e não reconheceu o sobrinho parado à sua frente. E São Roque, por razões que a tradição nunca explica direito, não revela quem é. Fica anos preso, numa cela, sem visita, sem julgamento resolvido. E morre ali dentro, sem que ninguém saiba que aquele prisioneiro desconhecido era o mesmo homem que tinha cuidado de metade da Itália pestilenta. Só depois de morto é que uma marca de nascença em forma de cruz no peito dele revela, pra própria família, quem estava enterrado ali.

A devoção a São Roque se espalha rápido pela Itália e pela França nos séculos seguintes, sempre ligada à proteção contra a peste. Em 1414, durante o Concílio de Constança, procissões em honra dele teriam feito cessar um surto que assolava a cidade. O Papa Urbano VIII aprova um ofício litúrgico pra festa dele, e o Papa Gregório XIV, entre 1590 e 1591, insere São Roque no Martirológio Romano, fixando o dia 16 de agosto como festa universal — sem processo de canonização formal pelo meio, porque o culto popular já era tão maciço, tão anterior a qualquer burocracia eclesiástica, que a Igreja simplesmente reconheceu o que o povo já vivia havia gerações. Em 1485, as relíquias de São Roque são levadas pra Veneza, onde nasce a Scuola Grande di San Rocco — e é lá que Tintoretto, a partir de 1564, pinta um dos ciclos mais impressionantes da arte sacra veneziana em honra do santo.

CTA — vira pra lista

Esse homem que passou a vida cuidando de gente contagiosa terminou isolado, sozinho, irreconhecível até pros seus. E eu fico pensando na gente, que viveu uma versão pequena disso há pouco tempo — a quarentena, o medo de abraçar, o medo do próximo. Eu te pergunto: teve algum momento em que tu se sentiu esquecido, meio invisível pros outros, e ainda assim seguiu firme, confiando que Deus continuava te vendo por inteiro? Me conta nos comentários.

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E óh, hoje o Martirológio traz vinte nomes — de um rei que organizou um país inteiro pra Cristo até uma família inteira crucificada de cabeça pra baixo no Japão. Se algum te prender, não deixa passar: para o vídeo, aponta esse QR aqui, e lê o verbete completo de cada um, com calma, lá no Martirológio do Hub.

tela TELA — card Martirológio + QR → hubcatolico.com/martirologio/08-16

Bora pra lista de hoje.

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Parte B · os demais santos do dia

Segura comigo a ordem do nosso martirológio, o mesmo que tu encontra lá no hubcatolico.com/martirologio:

  1. 1

    Santo Estêvão da Hungria, rei †1038

    Hungria, por volta do ano 1000, no momento em que o povo magiar, ainda majoritariamente pagão, começava a ser organizado como nação cristã. Santo Estêvão foi batizado e coroado o primeiro rei cristão da Hungria com a bênção do Papa Silvestre II. Fundou dioceses e mosteiros, governou com justiça e buscou a paz com os vizinhos, morrendo em Alba Regia — a atual Székesfehérvár — no dia da Assunção de Nossa Senhora, a quem tinha consagrado o reino. É a memória facultativa universal do dia de hoje.

  2. 2

    Santo Arsácio, eremita †c. 358

    Nicomédia, no Oriente romano, durante o reinado do imperador Licínio, época de tensão entre paganismo e cristianismo dentro do próprio exército imperial. Santo Arsácio era militar quando professou publicamente a fé cristã, abandonou a carreira e se retirou pra uma vida solitária. Segundo a tradição, teria profetizado a destruição iminente da cidade pouco antes de morrer em oração.

  3. 3

    São Teodoro, bispo †séc. IV

    Sion, na região do Valais, hoje na Suíça, no século IV, em plena controvérsia ariana que dividia a Igreja do Ocidente. São Teodoro foi o primeiro bispo dessa cidade e, seguindo o exemplo de Santo Ambrósio de Milão, defendeu com firmeza a fé católica contra os arianos. Recebeu solenemente as relíquias dos mártires da Legião Tebana, mortos em Agauno, ligando sua diocese à memória daquele grupo de soldados cristãos.

  4. 4

    Santo Armagilo, eremita †séc. VI

    Bretanha Menor, hoje território francês, no século VI, período de intensa evangelização monástica daquela região. O Martirológio guarda dele apenas o essencial: uma vida de retiro e oração numa das muitas comunidades eremíticas que marcaram a Bretanha cristã daquele tempo.

  5. 5

    São Frambaldo, monge †c. 650

    território de Le Mans, na Gália merovíngia, hoje França, por volta do ano 650, período de consolidação do monaquismo ocidental. São Frambaldo alternou entre a vida solitária e a vida em comunidade — um itinerário espiritual comum entre os monges daquele momento.

  6. 6

    Beato Rodolfo de la Fustaie, presbítero †1129

    floresta de Rennes, na Bretanha, hoje França, no século XII, em plena multiplicação de mosteiros que também deu origem, na mesma época, à ordem cisterciense. O Beato Rodolfo de la Fustaie fundou ali o mosteiro de São Sulpício, dentro desse mesmo movimento de reforma da vida religiosa.

  7. 7

    Beato Lourenço, chamado Lorigado †1243

    Subiaco, no Lácio, na Itália, no século XIII. Depois de matar acidentalmente um homem, o Beato Lourenço escolheu expiar essa culpa com uma vida de extrema austeridade e penitência, retirando-se para viver sozinho numa caverna de montanha — exemplo de penitência radical assumida por remorso.

  8. 8

    São Roque

    É o nosso destaque de hoje, o peregrino de Montpellier que cuidou dos pestilentos pela Itália inteira e morreu preso, sem ser reconhecido, que eu já contei lá em cima.

  9. 9

    Beato Ângelo Agostinho Mazzinghi, presbítero †1438

    Florença, na Toscana, Itália, no século XV. O Beato Ângelo Agostinho Mazzinghi foi presbítero da Ordem dos Carmelitas, dentro da tradição carmelita florentina daquele período.

  10. 10

    Beato Melchior Kumagai Motonao, pai de família e mártir †1605

    Hagi, no Japão, no início do século XVII, nos primeiros anos da perseguição aos cristãos que antecedeu a grande onda de martírios japoneses. O Beato Melchior Kumagai Motonao era um leigo, pai de família, morto pela fé.

  11. 11

    Beato João de Santa Marta, presbítero e mártir †1618

    Kyoto, no Japão, sob o xogunato Tokugawa, em plena perseguição sistemática aos cristãos japoneses. O Beato João de Santa Marta, presbítero franciscano, continuou pregando ao povo mesmo a caminho da execução, e foi cantando o salmo "Louvai o Senhor, todas as nações" até o suplício.

  12. 12

    Beatos Simão Bokusai Kyota, Madalena Bokusai Kyota, Tomé Gengoro, Maria e Tiago, mártires †1620

    Kokura, no Japão, na mesma perseguição do xogunato. Por ordem do governador Yetsundo, essa família inteira — o catequista Simão e a esposa Madalena, o casal Tomé Gengoro e Maria, e Tiago, filho ainda criança — foi crucificada de cabeça para baixo em ódio ao nome de Cristo.

  13. 13

    Beato João Baptista Ménestrel, presbítero e mártir †1794

    barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, em plena Revolução Francesa. O Beato João Baptista Ménestrel foi condenado à galera por causa do sacerdócio, recusando-se a jurar a Constituição Civil do Clero, e morreu ali dentro, infectado por chagas.

  14. 14

    Santa Rosa Fan Hui, virgem e mártir †1900

    Fanjiazhuang, perto de Wujiao, na província de Hebei, China, durante a Revolta dos Boxers, movimento anticristão que matou milhares de católicos chineses. Santa Rosa Fan Hui foi espancada e, ainda com vida, lançada a um rio.

  15. 15

    Beata Petra de São José, virgem †1906

    Barcelona, Espanha, início do século XX. A Beata Petra de São José, no século Ana Josefa Pérez Florido, dedicou-se à assistência de idosos abandonados e fundou a Congregação das Irmãs Mães dos Desamparados.

  16. 16

    Beato Plácido Garcia Gilaber, religioso e mártir †1936

    Dénia, na província de Alicante, Espanha, no ano de eclosão da Guerra Civil Espanhola. O Beato Plácido Garcia Gilaber era religioso da Ordem dos Frades Menores, morto na perseguição religiosa daquele conflito.

  17. 17

    Beato Henrique Garcia Beltran, diácono e mártir †1936

    Benicàssim, perto de Castellón, Espanha, na mesma onda de perseguição da Guerra Civil. O Beato Henrique Garcia Beltran era diácono da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

  18. 18

    Beato Gabriel María de Benifayó, religioso †1936

    Picassent, na província de Valência, Espanha, também em 1936. O Beato Gabriel María de Benifayó, no século José Maria Sanchis Mompó, era religioso da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, morto pela violência anticlerical daquele ano.

  19. 19

    Beato António Rodríguez Blanco, presbítero †1936

    Pozoblanco, perto de Córdova, Espanha, mesma perseguição religiosa de 1936. O Beato António Rodríguez Blanco era presbítero da diocese de Córdova.

  20. 20

    Beatos Vítor Chumillas Fernández e dezanove companheiros, mártires †1936

    Fuente el Fresno, na província de Ciudad Real, Espanha, também em 1936. O Beato Vítor Chumillas Fernández, presbítero, e dezanove companheiros da Ordem dos Frades Menores foram mortos juntos, em ódio à religião, no mesmo ano de perseguição que atinge tantos outros santos de hoje.

Encerramento

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Ó, deixa eu te falar de uma coisa antes de eu ir. Reparaste que hoje também é a festa de Santo Estêvão da Hungria, lá na Parte B? Um povo inteiro ainda pagão, e ele organizou aquilo peça por peça — diocese, mosteiro, reino inteiro virado pra Cristo, do zero. Isso me lembra direto de uma coisa que a gente criou aqui no Hub: o Ordo. Se tu já sentiu vontade de organizar a tua própria vida de fé — ou o teu conteúdo católico — e não sabia nem por onde começar, o Ordo resolve isso: o santo do dia, a liturgia, a cor do tempo, tudo pronto na tela, sem tu ter que reinventar a roda toda semana. É de graça pra começar, sem cartão. Corre lá, aponta a câmera nesse QR — agenda.hubcatolico.com.

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Metadados (YouTube)
Títulos (3 opções)
1. "Curou pestilentos e pegou a peste que tratava | Todo Santo Dia | Os santos do dia 16 de agosto"

2. "Preso como espião ao voltar pra própria casa | Todo Santo Dia | Os santos do dia 16 de agosto"

3. "Morreu preso sem que a família soubesse quem era | Todo Santo Dia | Os santos do dia 16 de agosto"

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Thumbnail
Obra de arte: Tintoretto — ciclo de pinturas da Scuola Grande di San Rocco, Veneza (a partir de 1564), sede maior do culto ao santo desde a trasladação das relíquias em 1485; inclui "São Roque em Glória" no teto. O ciclo tem múltiplas cenas — antes de fechar a thumb, acionar o `wikimedia-saint-researcher` pra validar e localizar o painel específico (ou detalhe) que mostre os atributos iconográficos clássicos do santo: manto e bordão de peregrino, chapéu com concha, a chaga exposta na coxa e o cão aos pés com um pão na boca. Não afirmar autor/painel específico sem essa validação.

Alternativa: se o ciclo Tintoretto não render um recorte fechado o bastante pra thumb, orientar o `wikimedia-saint-researcher` a buscar um retábulo votivo italiano ou francês dos séculos XV-XVI (gênero comum pós-peste, catalogado em acervos como Wikimedia Commons) que mostre a composição-padrão: São Roque de manto marrom-terra, levantando a barra da túnica pra apontar a ferida vermelha na coxa, com o cão de pão na boca ao seu lado — paleta sugerida: marrom-terra (manto), vermelho (chaga/cruz), dourado (auréola), verde-floresta (cenário do retiro).

Texto para a thumb (2 opções):
- "PEGOU A PRÓPRIA PESTE"
- "PRESO COMO ESPIÃO"

Composição: São Roque (obra de arte ou ilustração validada) ocupando o lado esquerdo/central do frame, com destaque visual pra chaga na perna e o cão — os dois atributos mais reconhecíveis do santo — sobre o degradê laranja Patrono. Rosto do Thiago no canto inferior direito (padrão do canal). Texto em caixa alta no espaço restante, tipografia gold-standard do canal (Basic Sans Bold). Data "16 de agosto" no rodapé, padrão `date-typesetter`.

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Descrição do YouTube
Hoje é dia de São Roque — o peregrino de Montpellier que cuidou de vítimas da peste pela Itália inteira e acabou contraindo ele mesmo a doença que tratava nos outros. No Todo Santo Dia de hoje contamos essa história inteira — da peregrinação ao isolamento forçado, e do isolamento à prisão injusta que o matou sem ser reconhecido — e passamos pelos outros 19 santos e beatos que o Martirológio Romano celebra neste 16 de agosto.

Hoje, 16 de agosto de 2026, celebramos a memória de São Roque, peregrino — que dedicou a vida ao cuidado dos pestilentos abandonados pela própria família e se tornou um dos maiores padroeiros populares contra epidemias, com devoção viva até hoje em cidades como São Roque, no interior de São Paulo — e de muitos outros santos e beatos que a Igreja nos apresenta no Martirológio Romano.

📜 Santos e beatos de 16 de agosto:

• Santo Estêvão da Hungria, rei (†1038) — primeiro rei cristão da Hungria, batizado e coroado com a bênção do papa Silvestre II, organizou a Igreja em seu reino e morreu no dia da Assunção, à qual havia consagrado o país.
• Santo Arsácio, eremita (c. 358) — soldado do imperador Licínio que abandonou a carreira militar ao professar a fé e se retirou para a solidão em Nicomédia.
• São Teodoro, bispo (séc. IV) — primeiro bispo de Sion, no Valais (atual Suíça), defendeu a fé católica contra os arianos seguindo o exemplo de Santo Ambrósio.
• Santo Armagilo, eremita (séc. VI) — viveu em retiro e oração na Bretanha Menor, atual França.
• São Frambaldo, monge (c. 650) — alternou vida solitária e vida em comunidade no território de Le Mans, na Gália.
• Beato Rodolfo de la Fustaie, presbítero e fundador (†1129) — fundou o mosteiro de São Sulpício na floresta de Rennes, na Bretanha.
• Beato Lourenço, chamado Lorigado (†1243) — depois de matar um homem acidentalmente, expiou a culpa vivendo em penitência numa caverna de Subiaco, no Lácio.
• São Roque, peregrino (dia de hoje) — cuidou de vítimas da peste na Itália, contraiu ele mesmo a doença e se isolou para não contagiar ninguém; a data de morte é incerta, com a tradição variando entre 1327 e cerca de 1379. Destaque de hoje, contado na íntegra no vídeo.
• Beato Ângelo Agostinho Mazzinghi, presbítero (†1438) — religioso carmelita em Florença, na Toscana.
• Beato Melchior Kumagai Motonao, pai de família e mártir (†1605) — leigo japonês martirizado em Hagi, num dos primeiros episódios da perseguição aos cristãos no Japão.
• Beato João de Santa Marta, presbítero e mártir (†1618) — franciscano martirizado em Kyoto, que a caminho do suplício pregava ao povo e cantava salmos.
• Beatos Simão Bokusai Kyota, catequista, Beata Madalena Bokusai Kyota, Beato Tomé Gengoro, Beata Maria e Beato Tiago, mártires (†1620) — família inteira, com uma criança entre eles, crucificada de cabeça para baixo em Kokura, no Japão.
• Beato João Baptista Ménestrel, presbítero e mártir (†1794) — condenado à galera durante a Revolução Francesa por causa do sacerdócio, morreu de chagas num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort.
• Santa Rosa Fan Hui, virgem e mártir (†1900) — jovem chinesa espancada e lançada viva a um rio durante a Revolta dos Boxers, no Hebei.
• Beata Petra de São José, virgem e fundadora (†1906) — dedicou-se aos anciãos abandonados em Barcelona e fundou a Congregação das Irmãs Mães dos Desamparados.
• Beato Plácido Garcia Gilaber, religioso e mártir (†1936) — franciscano morto em Dénia, na Espanha, durante a perseguição religiosa da Guerra Civil.
• Beato Henrique Garcia Beltran, diácono e mártir (†1936) — capuchinho martirizado perto de Castellón, na mesma onda de perseguição.
• Beato Gabriel María de Benifayó, religioso e mártir (†1936) — terciário capuchinho morto em Picassent, província de Valência.
• Beato António Rodríguez Blanco, presbítero e mártir (†1936) — sacerdote da diocese de Córdova, martirizado em Pozoblanco.
• Beato Vítor Chumillas Fernández e dezanove companheiros franciscanos, mártires (†1936) — grupo inteiro morto em Fuente el Fresno, província de Ciudad Real, em ódio à fé católica.

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Roteiro gerado pela equipe Roteiros-TSD · Hub Católico · fonte: Martirológio (Martyrologium21)