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Santo Ângelo de Acri

Também conhecido como Luca Antonio Falcone (nome de batismo)

Identificação

Santo Ângelo de Acri, nascido Luca Antonio Falcone (1669–1739), foi presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que percorreu incansavelmente o Reino de Nápoles pregando a palavra de Deus em linguagem simples, acessível ao povo. O Martirológio Romano 2004 o comemora em 30 de outubro, seu dies natalis, ainda sob o título de “Beato” — título que a Igreja superou em 2017, quando o Papa Francisco o canonizou.

Nota de correção (P4): o stub original trazia o pronome “Beato”, correto para a edição típica de 2004 do Martirológio, mas desatualizado: Ângelo de Acri foi canonizado por Francisco em 15 de outubro de 2017, na Praça de São Pedro. O tratamento correto hoje é Santo.

Vida

Nascido em 19 de outubro de 1669 em Ácri, na Calábria, filho de uma família pobre, porém honesta, de operários, entrou para a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e dedicou quase quarenta anos às missões populares no sul da Itália.

Segundo Rohrbacher, sua primeira pregação, na primeira Quaresma que lhe coube, foi um fracasso completo — apesar da longa preparação e do estudo. Triste e sozinho na cela, pediu socorro a Nosso Senhor e ouviu, em resposta, uma voz que se identificou como “Aquele que sou” e lhe prometeu o dom da pregação, com a condição de que pregasse doravante em estilo simples e despojado, compreensível a todos. A partir daquele dia, queimou os sermões elaborados que vinha preparando e passou a consultar apenas a Bíblia, nunca mais deixando o crucifixo — origem da eloquência direta e popular que marcaria toda a sua pregação.

Foi guardião do convento de Acri e, mais tarde, provincial da ordem. A tradição capuchinha conserva um episódio de 1729: aos sessenta anos, ao atravessar com o irmão André o rio Ésaro em cheia, a caminho de Castrovillari, encorajou o companheiro atemorizado a avançar — e este, ao alcançar a outra margem, viu com espanto que Santo Ângelo já o esperava em terra firme, sem que se pudesse explicar como o alcançara. Recebeu fama de ter percorrido, muitas vezes, longas distâncias em curto tempo para confessar um moribundo, confortar um doente ou pregar em vilarejos remotos, e via a visão recuperada em certas ocasiões só para poder celebrar a missa ou rezar o ofício, apesar da cegueira que o acometeu numa etapa da vida.

Morreu em Acri em 30 de outubro de 1739, aos setenta anos, murmurando contritamente os nomes de Jesus e Maria. Foi beatificado por Leão XII em 28 de dezembro de 1825 e canonizado por Francisco em 15 de outubro de 2017.

Elogio do Martirológio

Em Ácri, na Calábria, região da Itália, o Beato Ângelo, presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que percorreu incansavelmente o reino de Nápoles a pregar a palavra de Deus de modo apropriado ao povo simples. — Martirológio Romano, 30 de outubro (edição típica 2004; título “Beato” superado pela canonização de 2017)

Fontes

  • Martirológio Romano 2004 (Editrice Vaticana) — dia 10-30, ordem 12, elogio PT (ano 1739, marcador *).
  • Rohrbacher, Vidas dos Santos, vol. 19 PG 84–86 — “Bem-aventurado Ângelo d’Acri, Capuchinho”: nascimento em 19-10-1669, família pobre, quase 40 anos de missões, episódio da vocação para a pregação simples, guardião e depois provincial, milagre da travessia do rio Ésaro (1729) com o irmão André, morte em 30-10-1739 aos setenta anos, beatificação por Leão XII em 28-12-1825.
  • WebSearch (corroboração de fato pós-2004, canonização): capuchinhos.org.br, “Santo Ângelo de Acri”; Vatican News PT, “As canonizações durante o Pontificado de Francisco”; CNN Brasil, “Saiba quem são os santos brasileiros canonizados pelo papa Francisco” — convergem na data de canonização 15 de outubro de 2017 por Francisco.

Backlinks

  • Dia litúrgico: ../por-data/10-outubro/30
  • Fonte: ../_fontes/martirologio-romano-2004
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