Santos Câncio, Canciano e Cancianila
Também conhecido como Mártires de Aquileia, Câncio Canciano e Cancianila, irmãos da gens Ânicia
Identificação
Santos Câncio, Canciano e Cancianila foram três irmãos mártires da Igreja de Aquileia, na perseguição movida sob os imperadores Diocleciano e Maximiano (início do séc. IV). Provinham da ilustre família romana dos Anícios (gens Ânicia) e, segundo a tradição que o Martirológio recolhe, foram presos pelo perseguidor justamente quando deixavam a cidade num carro, e ali coroados com o martírio. A Igreja celebra sua memória em 31 de maio.
Elogio (Martirológio Romano 2004)
Em Aquileia, hoje no Friúli-Venécia, região da Itália, os santos Câncio, Canciano e Cancianila, mártires, que, presos pelo perseguidor quando saíam da cidade num carro, foram coroados com o martírio.
Vida
Os irmãos da gens Ânicia
Segundo o Padre Rohrbacher, os santos Câncio, Canciano e Cancianila eram irmãos, da ilustre família dos Anícios — uma das casas mais nobres da Roma imperial. Cristãos firmes em meio à perseguição que os imperadores Diocleciano e Maximiano desencadearam contra a fé, não esconderam sua crença, mantendo-se constantes na confissão de Cristo num tempo em que isso custava a vida.
A fuga de Aquileia e o martírio
A tradição transmitida pelo Martirológio Romano situa o martírio na saída da cidade de Aquileia: presos pelo perseguidor quando deixavam a cidade num carro, os três irmãos foram conduzidos ao suplício e, por causa de sua constância na fé cristã, decapitados. Rohrbacher acrescenta que com eles sofreu o martírio o seu preceptor, chamado Proto — o mestre que os acompanhava e que partilhou da mesma coroa.
Veneração
O martírio dos três irmãos firmou-se na memória da Igreja de Aquileia, um dos grandes centros cristãos do norte da Itália, e seu culto perpetuou-se na região do Friúli-Venécia. O Martirológio Romano de 2004 conserva-lhes a comemoração no dia 31 de maio.
Referências
- Rohrbacher, «Vidas dos Santos», vol. 9 (31 de maio — «Em Aquileia, os santos Câncio, Canciano e Cancianila, irmãos, da ilustre família dos Anícios»; decapitados sob Diocleciano e Maximiano com o preceptor Proto).
- Martirológio Romano 2004, 31 de maio.

