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São Farão de Meaux

Também conhecido como Faro de Meaux, Faron de Meaux, Burgundofaro

Identificação

São Farão — em português também grafado Faro ou, na forma francesa, Faron (latim Farão/Burgundofaro) — foi bispo de Meaux na Nêustria merovíngia, no século VII. É comemorado em 28 de outubro no Martirológio Romano 2004, no mesmo dia da festa dos Santos Apóstolos Simão e Judas Tadeu (entrada nº 7 do dia, “São Farão”).

⚠️ Nota de identificação: o nome desta ficha-stub original (“Faro de Meaux”) e o nome usado na tradução portuguesa oficial do elogio do dia 28 de outubro (“São Farão”) e nas obras de Pe. Rohrbacher (“São Faron”) são variantes do mesmo nome latino, referentes à mesma pessoa — bispo de Meaux, irmão de Santa Fara. Mantido o slug original faro-de-meaux por continuidade de link, com nome_canonico ajustado para a forma usada no elogio litúrgico oficial (“Farão”) e pronome corrigido de “Santo” para “São” (regra fonética: consoante F → São).

Vida

Farão nasceu no início do século VII, filho de Chagneric (Cagnerico), nobre da corte merovíngia na região de Meaux. Era um dos filhos abençoados, ainda crianças, por São Colombano, quando este passou pela casa da família — entre eles São Chagnoaldo (que se tornaria monge em Luxeuil e depois bispo de Laon) e, sobretudo, Santa Fara (Burgundofara), que fundaria e dirigiria como primeira abadessa o célebre mosteiro de Faremoutiers.

Antes de abraçar a vida clerical, Farão serviu por vários anos nas cortes dos reis merovíngios Teodeberto II e Clotário II, chegando a exercer altas funções, entre elas a de chanceler. Foi a exortação de sua irmã Santa Fara — que já havia deixado o mundo para servir a Deus — que o levou a se converter à vida religiosa: ele persuadiu sua própria esposa a receber o véu de religiosa, tornando possível que ele mesmo fosse admitido ao clero. Recebeu a tonsura clerical e, chamado ao governo pastoral, foi feito bispo de Meaux.

Como bispo, Farão dedicou-se a atrair para sua diocese pessoas de reconhecida santidade e fez generosas doações de seus próprios bens à Igreja, erigindo paróquias e amparando mosteiros. Fundou em Meaux o mosteiro de Santa Cruz, destinado a servir de asilo a peregrinos ingleses e irlandeses de passagem. Foi ali que recebeu o monge irlandês São Fiacro (Fiácrio), a quem doou um eremitério numa floresta a duas léguas da cidade, conhecida como Breuil — episódio que deu origem à posterior vida solitária de Fiacro, hoje venerado como padroeiro dos jardineiros.

Décadas depois, já no fim de sua vida, Farão recebeu em sua sé os missionários São Teodoro (futuro arcebispo de Canterbury) e Santo Adriano, que se demoraram junto dele durante o inverno em sua viagem rumo à Inglaterra (668-669).

Morreu por volta de 670.

Elogio do Martirológio

Em Meaux, também na Nêustria, hoje na França, São Farão, bispo, que, sendo familiar do rei, exortado por sua irmã Santa Fara a dedicar-se ao serviço de Deus, persuadiu sua esposa a receber o véu de religiosa, para que ele pudesse formar parte do clero; chamado a assumir o ministério pastoral, fez grandes doações dos seus bens à Igreja, erigiu paróquias e favoreceu os mosteiros.

— Martirológio Romano 2004, 28 de outubro

Fontes

  • Martirológio Romano (Editrice Vaticana, 2004), 28 de outubro — elogio oficial (via por-data/10-outubro/28.md).
  • Pe. J. Rohrbacher, História Universal da Igreja, vol. 13 (passagem sobre São Colombano e a família de Chagneric, em Meaux), vol. 15 (vida de São Fiácrio e a doação do eremitério de Breuil) e vol. 16 (recepção de Santo Teodoro e Santo Adriano em Meaux, 668-669).

Backlinks

  • Dia litúrgico: ../por-data/10-outubro/28
  • Fonte: ../_fontes/martirologio-romano-2004

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