São Gregório VII

Também conhecido como Hildebrando, Hildebrando de Soana, Reformador Gregoriano

Identificação

São Gregório VII (Hildebrando, c. 1020-1085) — papa de 22 de abril de 1073 a 25 de maio de 1085. Maior reformador da Igreja medieval; protagonista da Reforma Gregoriana que sublinhou a liberdade da Igreja diante do poder temporal (libertas Ecclesiae). Episódio mais famoso: Henrique IV de penitência em Canossa (janeiro 1077). Morreu em exílio em Salerno; suas últimas palavras: “Amei a justiça e odiei a iniquidade; por isso morro em exílio.”

Elogio (Martirológio Romano 2004)

São Gregório VII, papa, que, levando o nome de Hildebrando, conduziu primeiro a vida monástica e com sua atividade diplomática ajudou muito os pontífices do seu tempo na reforma da Igreja; subido à cátedra de Pedro, reivindicou com grande autoridade e força de ânimo a liberdade da Igreja do poder secular e defendeu strenuamente a santidade do sacerdócio; por tudo isto, obrigado a abandonar Roma, morreu em exílio em Salerno.

Vida

Hildebrando (originalmente Ildebrando di Soana) nasceu por volta de 1020 em Sovana (Toscana). Educado em Roma e provavelmente monge em Cluny (centro da reforma monástica). Tornou-se conselheiro influente de 5 papas consecutivos: Leão IX, Vítor II, Estêvão IX, Nicolau II, Alexandre II.

Eleito papa em 22 de abril de 1073 por aclamação popular durante o funeral de Alexandre II. Tomou o nome Gregório VII, em homenagem a São Gregório Magno — sinalizando o programa reformador.

Programa de reforma (Reforma Gregoriana)

  1. Combate à simonia — venda de cargos eclesiásticos.
  2. Imposição do celibato sacerdotal — fim do nicolaísmo (clérigos casados ou concubinários).
  3. Liberdade da Igreja diante do poder secular — fim das investiduras laicas (reis e imperadores nomeando bispos e abades).

Querela das Investiduras

1075 — Gregório publica o Dictatus Papae, 27 proposições que afirmam o primado papal absoluto. Henrique IV imperador (Sacro Império Romano-Germânico) reage nomeando bispos sem consulta papal.

1076 — Gregório excomunga Henrique IV e absolve seus súditos do juramento de fidelidade.

Janeiro de 1077, Canossa — Henrique IV, em risco de perder a coroa diante dos príncipes alemães, atravessa os Alpes em pleno inverno, prosta-se três dias seguidos descalço sobre a neve diante do castelo de Canossa onde Gregório se hospedava (com a duquesa Matilde de Canossa). Gregório o absolve.

1080 — segunda excomunhão. Henrique invade a Itália. Gregório, refugiado no Castelo Sant’Angelo (Roma) em 1083-1084, é resgatado por Roberto Guiscardo, normando, cujo exército saqueia Roma em maio de 1084.

Exílio em Salerno — Gregório morre em 25 de maio de 1085 com 65 anos. Últimas palavras (atribuídas):

“Dilexi iustitiam et odivi iniquitatem; propterea morior in exsilio.” (“Amei a justiça e odiei a iniquidade; por isso morro em exílio.”)

Canonização

  • Canonizado em 24 de maio de 1606 por Paulo V — culto local até 1728, quando Bento XIII estendeu a memória à Igreja universal.
  • Memória facultativa universal.

Significado histórico

A Reforma Gregoriana é considerada divisor de águas da história medieval ocidental — fundamenta a doutrina da separação Igreja-Estado, do primado papal, e da liberdade eclesiástica. Influencia toda a teologia política até a Modernidade.

Backlinks

  • Dia litúrgico: por-data/05-maio/25
  • Século: por-seculo/seculo-xi
  • País: por-pais/italia
  • Papas santos:
  • Reforma Gregoriana:
  • Beneditinos:
  • Cluny:
  • Canossa:
  • Fonte: _fontes/martirologio-romano-2004
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