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Santa Joana d'Arc

Também conhecido como Pucela d'Orléans, A Donzela, La Pucelle, Maid of Orléans

Identificação

Santa Joana d’Arc (1412-1431) — Pucela d’Orléans, camponesa lorrena que aos 17 anos liderou o exército francês contra os ingleses, libertou Orléans (1429) e fez coroar Carlos VII em Reims; entregue por traição, julgada por tribunal eclesiástico iníquo e queimada viva em Rouen aos 19 anos (30 de maio de 1431). Reabilitada em 1456 por Calixto III, canonizada em 1920 por Bento XV, co-padroeira da França.

Elogio (Martirológio Romano 2004)

Em Rouen, na Normandia, na França, Santa Joana d’Arc, virgem, chamada a Pulzela d’Orléans, que, depois de combater corajosamente em defesa da pátria, foi enfim entregue nas mãos dos inimigos, condenada com iníquo processo e queimada na fogueira.

Vida

Nascida em 6 de janeiro de 1412 (Epifania) em Domrémy (Lorena), filha de camponeses pios. Aos 13 anos (1425) começou a ouvir vozes que ela identificou como Santa Catarina de Alexandria, Santa Margarida de Antioquia e São Miguel Arcanjo. As vozes lhe ordenaram libertar a França do domínio inglês na Guerra dos Cem Anos.

Aos 17 anos (1429), apresentou-se ao delfim Carlos em Chinon. Após exame por teólogos em Poitiers, recebeu armadura, espada (que tradicionalmente identificou no santuário de Santa Catarina de Fierbois) e estandarte com o nome de Jesus.

Vitórias militares (1429): - Maio: Cerco de Orléans levantado em 9 dias — vitória decisiva da guerra. - Junho: Patay — derrota inglesa. - 17 de julho: Coroação de Carlos VII em Reims — a “missão divina” estava cumprida.

Captura (1430): feita prisioneira pelos borgonheses em Compiègne; vendida aos ingleses por 10 000 libras; transferida para Rouen.

Processo (1431): tribunal eclesiástico inglês presidido por Pierre Cauchon, bispo de Beauvais. 70 acusações reduzidas a 12. Não permitiram defesa, recurso a Roma, sacramentos. Condenada por: - “Heresia” - Vestir hábito masculino (necessário para defesa contra abuso na cela) - “Bruxaria” (vozes consideradas demoníacas)

30 de maio de 1431, manhã — queimada viva na Praça do Velho Mercado de Rouen, com a palavra “JESUS” nos lábios. Tinha 19 anos.

Reabilitação e canonização

  • 1450 — Carlos VII (rei coroado por ela) reconquistou Rouen e abriu inquérito.
  • 1456 — papa Calixto III anulou a sentença em processo de reabilitação (nullité).
  • 1909 — beatificada por São Pio X.
  • 1920 — canonizada por Bento XV.
  • 1922 — declarada co-padroeira da França (junto com Santa Teresa do Menino Jesus e São Luís IX).

Significado

  • Virgem que combateu sem nunca ferir alguém pessoalmente — espada para “amedrontar”, estandarte para “guiar”.
  • Mística que ouvia santos do calendário litúrgico.
  • Mártir canônica (não martirizada por confissão direta da fé católica, mas por defender o que entendia ser a vontade de Deus para a França).
  • Reivindicada por católicos, monárquicos, republicanos, nacionalistas, feministas — figura universal.

Backlinks

  • Dia litúrgico: por-data/05-maio/30
  • Século: por-seculo/seculo-xv
  • País: por-pais/frança
  • Místicas medievais:
  • Co-padroeiras da França:
  • Canonizadas no séc. XX:
  • Vozes que ouvia: catarina de alexandria · margarida de antioquia · miguel arcanjo
  • Fonte: _fontes/martirologio-romano-2004
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