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São João Maria Vianney

Também conhecido como Cura d'Ars, Padre Santo de Ars, Padroeiro dos Párocos

Identificação

São João Maria Vianney (1786–1859), popularmente o Cura d’Ars (“Pároco de Ars”), foi um presbítero francês de instrução modesta que, ao longo de quarenta e um anos numa pequena paróquia rural, se tornou o mais célebre confessor da Igreja no século XIX — chegando a receber cerca de vinte mil peregrinos por ano só para se confessarem com ele. Proclamado por São Pio X modelo do clero francês e depois padroeiro universal dos párocos (Pio XI, 1929), o Martirológio Romano o comemora em 4 de agosto, seu dies natalis.

Vida

Jean-Marie Baptiste Vianney nasceu a 8 de maio de 1786 em Dardilly, perto de Lyon, filho do lavrador Mateus Vianney e de Maria Beluze, e foi batizado no mesmo dia. Criança durante a Revolução Francesa, viu os sacerdotes fiéis a Roma celebrarem clandestinamente nos bosques — experiência que marcou sua vocação. Aspirante ao sacerdócio apesar da oposição inicial do pai, encontrou dificuldade extrema nos estudos, sobretudo em latim, e quase foi reprovado no seminário; só chegou às ordens graças à insistência do pároco Charles Balley, que garantiu sua vocação apesar da fragilidade intelectual. Ordenado presbítero em Grenoble a 13 de agosto de 1815, aos vinte e nove anos, foi vigário em Écully por três anos antes de ser enviado, em 1818, à pequena e decadente paróquia de Ars-sur-Formans, na diocese de Belley, onde permaneceria os quarenta e um anos restantes de vida.

Em Ars, transformou espiritualmente a paróquia com a pregação assídua, a explicação diária do catecismo a crianças e adultos, a penitência corporal extrema e, sobretudo, um dom extraordinário no confessionário, onde chegou a passar até dezesseis horas por dia — sua caridade ardente, que hauria da Eucaristia, atraiu penitentes de toda a França e de outros países da Europa. Sofreu, por décadas, violentas perturbações espirituais que atribuía ao demônio, a quem chamava familiarmente “o grappin”. Faleceu em Ars a 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos, exausto pelo ministério. Beatificado por São Pio X a 8 de janeiro de 1905, que o propôs então como modelo do clero da França, foi canonizado por Pio XI a 31 de maio de 1925; em 1929 o mesmo Pio XI o proclamou padroeiro celestial de todos os párocos do mundo.

Elogio do Martirológio

Memória de São João Maria Vianney, presbítero, que durante mais de quarenta anos exerceu de modo admirável o seu ministério na paróquia que lhe foi confiada na localidade de Ars, perto de Belley, na França, com a pregação assídua, a oração e o exemplo de penitência. Todos os dias explicava o catecismo aos mais pequenos e aos adultos, reconciliava os penitentes e com a sua ardente caridade, que hauria da sua fonte primordial, a Santíssima Eucaristia, resplandeceu de tal modo que difundiu os seus conselhos ao longe e ao largo e sapientemente conduziu muitos a Deus.

Fontes

  • Martirológio Romano 2004 (Editrice Vaticana) — dia 08-04, entrada 1, memória obrigatória (elogio em ../por-data/08-agosto/04).
  • Rohrbacher, Vidas dos Santos, vol. 14 PG 289–PG 296 (“São João Batista Maria Vianney, Cura d’Ars”; biografia completa — nascimento, seminário, ordenação 1815, chegada a Ars em 1818, morte em 04-08-1859, veneração 1872 por Pio IX, beatificação 08-01-1905 por Pio X como modelo do clero francês, canonização 31-05-1925 por Pio XI).
  • Vatican News / fontes usuais sobre a extensão do padroado — confirmam que Pio XI proclamou São João Maria Vianney padroeiro celestial de todos os párocos do mundo em 1929 (extensão universal não coberta por Rohrbacher, que registra apenas o padroado do clero da França em 1905).
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