São Nicéforo de Constantinopla
Também conhecido como Nicéforo I de Constantinopla, Nicéforo, o Confessor
Identificação
São Nicéforo de Constantinopla (c. 758 – c. 828), patriarca de Constantinopla e confessor da fé. Homem de cultura, secretário imperial e depois patriarca, foi um dos grandes campeões da veneração das imagens sagradas contra a heresia iconoclasta. Por opor-se tenazmente aos imperadores que mandavam destruir os ícones, foi deposto do patriarcado e enviado ao exílio, onde morreu fiel à doutrina da Igreja. A Igreja celebra sua memória em 2 de junho.
Elogio (Martirológio Romano 2004)
Junto ao Bósforo, na Propôntide, atualmente na Turquia, o passamento de São Nicéforo, bispo de Constantinopla, acérrimo defensor das tradições paternas, que se opôs tenazmente aos iconoclastas e, por isso, foi enviado ao exílio.
Vida
Patriarca de Constantinopla
Nascido em Constantinopla por volta de 758, Nicéforo serviu primeiro como secretário do gabinete imperial e, por volta de 802, foi posto à frente da maior casa de abrigo para pobres da cidade. Já tomara parte, como comissário imperial sob a imperatriz Irene, no Segundo Concílio de Niceia (787), que restabelecera o culto das imagens sagradas. Em 12 de abril de 806, ainda sendo leigo, foi escolhido patriarca de Constantinopla por desejo do imperador, recebendo então as ordens sagradas.
Defesa das imagens contra a iconoclastia
Como patriarca, Nicéforo tornou-se um dos principais defensores da legítima veneração dos ícones, contestada pela heresia iconoclasta — que condenava as imagens sagradas como idolatria. Escreveu obras de peso em favor da ortodoxia, entre elas o Apologeticus minor e o Apologeticus major, refutando as objeções dos iconoclastas e o falso sínodo iconoclasta de 815. Defendia, como diz o Martirológio, as «tradições paternas» — a fé recebida dos Padres e confirmada pelos concílios.
Exílio e morte
Quando o imperador Leão V, o Armênio, reabriu a perseguição às imagens, Nicéforo recusou-se a ceder. Foi por isso deposto (em 13 de março de 815) e desterrado para mosteiros que ele mesmo fundara — o Tou Agathou e depois o de São Teodoro (Hagios Theodoros). Do exílio continuou a combater pela causa dos defensores das imagens com seus escritos. Recusando todo acordo que ferisse a fé, permaneceu afastado da sé até a morte, ocorrida por volta de 828 (a Wikipédia em português registra 5 de abril de 828). Venerado como confessor, teve seus restos solenemente transladados de volta a Constantinopla anos depois, com o triunfo da ortodoxia sobre a iconoclastia.
Referências
- Martirológio Romano 2004, 2 de junho.
- Verbete Nicéforo I de Constantinopla, na Wikipédia.
