São Tomé Apóstolo
Também conhecido como Dídimo (gêmeo), Apóstolo da Índia, Tomé incrédulo
Identificação
São Tomé Apóstolo — chamado Dídimo (“gêmeo” em grego). Apóstolo célebre pelo episódio da dúvida e confissão após a Ressurreição (João 20,24-29). Tradição: evangelizou a Índia após o Pentecostes, fundando os Cristãos de São Tomé (siro-malabares) ainda hoje vivos em Kerala. Martirizado em Mylapore (Madras, atual Chennai) c. 72 d.C.
Elogio (Martirológio Romano 2004)
Festa de São Tomé Apóstolo, que, chamado Dídimo, se recusou a crer no Senhor ressuscitado pela palavra dos outros discípulos, mas viu Cristo com os próprios olhos e com a sua confissão tocou na sua chaga, confessando: “Meu Senhor e meu Deus”. Pela sua pregação, anuncia-se que ele tenha ido até a Índia.
Tomé nos Evangelhos
3 momentos célebres no Evangelho de João:
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João 11,16 — diante da decisão de Jesus de ir a Lázaro em Betânia (perigo de morte): “Vamos também nós, para morrermos com ele”. Tomé como discípulo corajoso e leal.
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João 14,5 — na Última Ceia: “Senhor, não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?”. Cristo responde: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” — uma das frases mais lembradas dos evangelhos, provocada pela pergunta de Tomé.
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João 20,24-29 — após a Ressurreição. Tomé não estava com os outros quando Cristo apareceu pela primeira vez. Recusa-se a crer: “Se não vir nas suas mãos a marca dos cravos e não meter o meu dedo nas marcas dos cravos e a minha mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, Cristo aparece de novo, oferece a Tomé que toque as chagas. Tomé confessa:
“Dominus meus et Deus meus!” (“Meu Senhor e meu Deus!”)
— a mais alta confissão cristológica do Evangelho de João.
Cristo responde: “Por me teres visto creste? Felizes os que crerem sem terem visto.”
A Índia
A tradição cristã antiga, atestada por Origenes, Eusébio de Cesareia, Efrém Sírio, Atos de Tomé (apócrifo, séc. III), unanimemente atribui a Tomé a evangelização da Índia. Itinerário tradicional:
- Pártia (Pérsia oriental).
- Costa Malabar (Kerala) em 52 d.C. — fundou 7 igrejas e ordenou padres das castas brâmane e nayar.
- Costa de Coromandel (Tamil Nadu) — Mylapore.
- Martirizado em Mylapore por volta de 72 d.C., transpassado por lança em pequeno monte que ainda hoje é “Monte de São Tomé” (St. Thomas Mount, Chennai).
Os Cristãos de São Tomé (também chamados Nasrani, Mar Toma, Siro-Malabares) — comunidade ainda hoje vivente em Kerala, com 4,5 milhões de fiéis em duas grandes Igrejas Católicas Orientais (Siro-Malabar e Siro-Malankar) e várias igrejas separadas.
João Paulo II beijou as relíquias de Tomé em sua visita à Índia em 1986.
Iconografia
- Régua/esquadro de carpinteiro ou de arquiteto — de tradição nos Atos de Tomé (ele teria construído um palácio para o rei indiano Gondofares).
- Lança (instrumento do martírio).
- Padroeiro dos arquitetos desta tradição.
Backlinks
- Dia litúrgico: por-data/07-julho/03
- Século: por-seculo/seculo-i
- País: por-pais/israel-palestina · por-pais/india
- Apóstolos:
- Os Doze:
- Cristãos de São Tomé:
- Padroeiros da Índia:
- Fonte: _fontes/martirologio-romano-2004

