Santa Úrsula Ledóchowska
Também conhecido como Júlia Ledóchowska, Maria Úrsula de Jesus, Ursulinas Cinzentas
Identificação
Santa Úrsula Ledóchowska (Júlia Maria Ledóchowska, 1865–1939) — religiosa de família nobre polaco-austríaca, ursulina que fundou a Congregação das Ursulinas do Coração de Jesus Agonizante (as chamadas «Ursulinas Cinzentas»). Missionária incansável, levou a fé e a educação a São Petersburgo, à Escandinávia e à Finlândia, e plantou a sua nova família religiosa na Polônia. Morreu em Roma e foi canonizada por São João Paulo II em 2003. A Igreja celebra sua memória em 29 de maio.
Elogio
Em Roma, Santa Úrsula (Júlia Ledochowska), virgem, que fundou o Instituto das Irmãs Ursulinas do Coração de Jesus Agonizante e percorreu infatigavelmente nesta missão apostólica as regiões da Polônia, da Escandinávia, da Finlândia e da Rússia.
Vida
A jovem da casa Ledóchowski
Nasceu Júlia Maria Ledóchowska em 1865, em Loosdorf, no distrito de Melk, na Baixa Áustria, filha do conde Antoni Halka-Ledóchowski e da condessa Josephine Salis-Zizers. A sua era uma família ilustre da nobreza polaco-austríaca, rica em homens de Estado, oficiais e vocações consagradas. Da mesma casa vieram a sua irmã Beata Maria Teresa Ledóchowska, fundadora da Sodalidade de São Pedro Claver (beatificada em 1975), o tio cardeal Mieczysław Ledóchowski e o irmão Włodzimierz Ledóchowski, que viria a ser Superior Geral da Companhia de Jesus.
Ursulina em Cracóvia
Aos vinte e quatro anos entrou na Ordem de Santa Úrsula, professando os votos religiosos e recebendo o nome de Maria Úrsula de Jesus. Passou cerca de vinte e cinco anos no convento de Cracóvia, onde se dedicou ao ensino e chegou a ser superiora da comunidade.
Missão na Rússia e na Escandinávia
Com a bênção do Papa São Pio X, partiu para São Petersburgo, vestida como leiga e trabalhando de modo clandestino sob a vigilância da polícia secreta russa, voltada à educação religiosa e à reconciliação entre poloneses e russos. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial em 1914, foi obrigada a deixar a Rússia e fixou-se em Estocolmo, percorrendo a Escandinávia e a Finlândia: empenhou-se no ensino, no socorro aos atingidos pela guerra e no diálogo ecumênico — chegou a traduzir um catecismo para o finlandês e, em 1915, fundou na Suécia o periódico Solglimtar.
As Ursulinas Cinzentas na Polônia
Terminada a guerra, transferiu-se para a Polônia recém-independente. Em 1920, em Pniewy, a Sé Apostólica transformou a comunidade autônoma que ela reunira na Congregação das Ursulinas do Coração de Jesus Agonizante, dedicada ao amor salvífico de Cristo e à missão educativa. O hábito de cor cinza valeu-lhes o nome popular de «Ursulinas Cinzentas».
Morte e canonização
Santa Úrsula morreu em Roma, a 29 de maio de 1939. Foi beatificada por São João Paulo II em 20 de junho de 1983, em Poznań, cidade de cuja arquidiocese viria a ser declarada padroeira, e canonizada pelo mesmo Papa em 18 de maio de 2003, na Praça de São Pedro, em Roma.
Referências
- Martirológio Romano 2004 (Editrice Vaticana), 29 de maio.
- Biografia oficial de Santa Úrsula Ledóchowska — vatican.va.
- Verbete Ursula Ledóchowska, na Wikipédia (en).
