Em tempos difíceis como o que estamos passando, deixamos de falar sobre algo que é necessário hoje e acaba passando despercebido: a fortaleza.
Ser forte nessa bagunça que vivemos hoje é um desafio,
desafio esse que é necessário para que possamos passar por tudo isso.
Bem, a fortaleza implica vulnerabilidade. Ser forte significa ter capacidade para receber um ferimento e esse ferimento é entendido por tudo aquilo que contraria nossa vontade, tudo aquilo que é de modo negativo e prejudica o nosso ser. E o ferimento mais profundo que pode ser causado em nós é a morte, por isso no fundo
a fortaleza se relaciona com a morte.
Uma disposição para morrer em combate.
A aceitação desse sofrimento é uma parte da fortaleza, o homem forte não aceita o sofrimento por si mesmo mas sim que através dele seja possível alcançar uma essência mais profunda.
Devo falar que a fortaleza não é nada sem a justiça e a prudência,
o homem forte não ama a morte e não despreza a vida.
Tudo isso para dizer que hoje estamos vulneráveis a tudo que acontece ao nosso redor e não temos força para resistir e lutar contra, estamos no meio de uma forte torrente de ferimentos constantes e rumo ao penhasco do sofrimento mais profundo.
Nossas vidas rumam para a desistência,
muitas vezes estamos sem forças!
Esquecemos de quem somos, não nos reconhecemos mais, os papéis se inverteram! Somos o nosso próprio senhor, nosso próprio criador… tudo centralizado em nós mesmos. Esquecemos não só que temos um Criador, mas que somos criaturas dEle.
O barco da nossa fortaleza não tem força alguma contra a maré do mundo se contamos apenas com nossas forças.
Temos uma âncora! A Cruz de Cristo!
O Seu Precioso Sangue que jorra da Santa Cruz nos dá forças e nos mostra que mesmo no sofrimento mais profundo que se pode dar, o fruto deste sofrimento é a vitória, vitória que reinará eternamente.
Texto de Lucas Berté.
Texto recuperado do arquivo histórico do Hub Católico (publicado originalmente em 4 de abril de 2020). Importação fiel ao original.