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Cruzes

A DIGNIDADE EM SER

Eu sempre tive fé. Nunca me questionei sobre a existência de Deus e Sua bondade. Mas uma vez ouvi alguém perguntar “Se Deus é bom, por que ele permite que algumas crianças nasçam com deficiências?”

Pra mim a resposta dessa pergunta não seria necessária: confio no poder do Senhor e na Sua perfeita vontade.

“Se Deus é bom, por que ele permite que algumas crianças nasçam com deficiências?”

Mas ao longo do tempo fui ouvindo respostas a essa pergunta e olha que interessante: quem vê erro nas pessoas com deficiência somos somente nós.

Na realidade, aquele é um ser humano completo e digno como todos os outros. Quem somos nós pra definir defeitos e, pior ainda, usar de diferenças para diminuir a dignidade de alguém? Ou será que estamos definindo dignidade através da UTILIDADE?

Na realidade, aquele é um ser humano completo e digno como todos os outros.

Para Deus, aquele ser humano é mais um filho amado. Para Deus, aquela criança tem todos os requisitos para ser considerada uma pessoa DIGNA e NORMAL.

Deus escolhe uma missão, um propósito, uma cruz – chame como quiser – para cada um. E a certeza é: seu Amor se manifesta em cada história de vida.

Que mania feia nós temos de classificar a história das pessoas como melhor ou pior. Que coisa mais feia achar que só se pode ser feliz em X condições.

E a certeza é: seu Amor se manifesta em cada história de vida.

Somos mesquinhos. Talvez até prepotentes. Mas o que eu sei é que precisamos parar de achar que podemos traçar o destino de uma pessoa pela sua saúde, condições de nascimento ou seja lá o que for.

Toda criança – na barriga ou nascida – é um ser humano. E no fim cada um de nós está na mesma: em construção. Que todos tenham a chance de encontrar sua dignidade simplesmente em SER.

LS
Liandra Santana
Colunista do Hub Católico

Texto recuperado do arquivo histórico do Hub Católico (publicado originalmente em 12 de maio de 2020). Importação fiel ao original.