A vida de fé não é sobre prosperidade, nem sobre tudo dar certo; tampouco é sobre ser feliz o tempo inteiro. As vezes a vida não vai bem mesmo. Parece óbvio. Mas cada vez mais temos essa impressão de que a vida precisa ser justa, boa, feliz, prazerosa e super aproveitada a cada
segundo.
E para nós, católicos, não é diferente.
Transformamos a fé e a relação com Deus em uma
relação comercial onde eu entrego o pagamento – oração, caridade, missa dominical, serviço – e exijo que Ele me dê o meu produto: a vida que eu quero.
O grande problema é que a vida que eu quero pode não ser a vida certa.
Somos péssimos planejadores e a nossa visão é míope, não enxerga um palmo a frente dos olhos. Os melhores de nós não chegam nem perto da visão de infinitas possibilidades que o Senhor possui. Enquanto
pensamos em como as coisas estão dando errado, a visão do Pai já enxerga lá na frente a nossa santidade como resultado. As cruzes fazem parte do caminho para o céu.